domingo, novembro 30, 2025
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E agora? Dívida do Corinthians com governo ultrapassa 580 milhões

Dívida do Timão aumenta e alcança patamar histórico negativo; o aumento é 200% maior que o mesmo período do ano passado

A dívida do Corinthians junto à União Federal apresentou um crescimento significativo no último ano, ultrapassando os R$ 580 milhões e atingindo patamar inédito na história do clube. Conforme dados divulgados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, os valores em aberto, sem acordos de parcelamento, representam débitos acumulados com tributos, previdência e FGTS.

Esse montante representa um aumento superior a 200% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o clube devia pouco mais de R$ 181 milhões. Atualmente, os tributos em atraso somam R$ 479,3 milhões. As obrigações previdenciárias chegam a R$ 85,2 milhões, enquanto as pendências relacionadas ao FGTS totalizam cerca de R$ 15,6 milhões.

Além dos valores listados na Dívida Ativa da União, o clube também enfrenta cobranças judiciais recentes. A União move ações que, somadas, ultrapassam os R$ 30 milhões e tramitam em tribunais federais. De acordo com a legislação vigente, a ausência de acordos pode resultar em bloqueios de crédito, restrições patrimoniais e, em último caso, leilões judiciais de bens.

Osmar Stabile é eleito presidente do Corinthians (Foto: Reprodução)
Osmar Stabile é eleito presidente do Corinthians (Foto: Reprodução)

Ainda que alarmantes, essas cifras não abrangem todas as obrigações financeiras do clube. O financiamento do estádio junto à Caixa Econômica Federal soma outros R$ 675 milhões. Paralelamente, o Corinthians também tenta negociar mais R$ 367 milhões no Regime Centralizado de Execuções (RCE), procedimento voltado à reestruturação de passivos. Somadas, essas pendências elevam a dívida total do clube a mais de R$ 2,7 bilhões.

Enquanto isso, outras equipes paulistas demonstram cenários mais controlados em suas finanças públicas. O Palmeiras possui dívidas em torno de R$ 10,6 milhões. Já o São Paulo registra R$ 3,2 milhões, e o Santos, R$ 1,3 milhão.

Em resposta ao cenário, a diretoria do Corinthians informou que trabalha em tratativas para uma nova transação tributária, embora ainda não tenha sido formalmente citada em algumas das novas ações judiciais. A inadimplência dos valores sem acordo pode prejudicar a gestão do clube em médio e longo prazo, comprometendo operações administrativas e negociações comerciais.

Apesar da gravidade do cenário, não houve posicionamento oficial do presidente Augusto Melo até o momento. A única manifestação pública partiu de Osmar Stabile, vice-presidente do clube, que recentemente pediu que os dirigentes rivais “deixem o Corinthians em paz” durante entrevista no Parque São Jorge.