A classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo foi marcada por uma virada dramática sobre o Japão por 2 a 1. O gol decisivo de Gabriel Martinelli, já nos acréscimos do segundo tempo, garantiu a vaga da Seleção e também explicou uma das principais decisões de Carlo Ancelotti durante a partida: a permanência de Neymar no banco de reservas.
Ao longo da segunda etapa, o camisa 10 chegou a realizar aquecimento e teve o nome pedido pelos torcedores nas arquibancadas. No entanto, o treinador italiano optou por manter a formação em campo após o empate de Casemiro, entendendo que a equipe controlava as ações contra os japoneses.
Depois da partida, Ancelotti revelou que já havia conversado com Neymar sobre o planejamento para o confronto.
“Estava esperando o Neymar na prorrogação. Falei com ele que, se nós não tivéssemos empatando o jogo, ele entraria no minuto 60, 65. Conseguimos empatar o jogo e eu não queria mudar a estrutura porque a equipe tinha controle do jogo”.
A vitória sobre o Japão ainda entrou para a história da Seleção Brasileira. Foi a nona virada do Brasil em confrontos de mata-mata de Copa do Mundo e a primeira desde o triunfo por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final da edição de 2002.


