terça-feira, junho 30, 2026
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Ex-jogador está faturando milhões com pausa para hidratação na Copa do Mundo

As pausas para hidratação adotadas na Copa do Mundo de 2026 deixaram de ser apenas uma medida de preservação física para os atletas e se transformaram em uma mina de ouro comercial para as emissoras de televisão e grandes astros do esporte. Inspirada em práticas consolidadas no esporte norte-americano, a dinâmica introduziu duas paradas obrigatórias por partida (uma em cada tempo, com duração de três minutos) para amenizar os efeitos do calor. Porém, a interrupção que mudou a estrutura tradicional dos dois tempos de jogo gerou mais janelas comerciais e aumentou o volume de peças publicitárias nas transmissões.

A novidade tem sido alvo de vaias e críticas por parte de torcedores que enxergam fins exclusivamente comerciais na mudança. Apesar disso, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, negou interesses financeiros por parte da entidade, explicando que a principal razão é o forte calor e o desgaste de uma competição de 39 dias que pode exigir até oito partidas por seleção.

O dirigente assegurou ainda que a Fifa não obteve receitas extras com as pausas, já que os contratos comerciais foram fechados antes do início do torneio, e que a publicidade veiculada nesses intervalos é de responsabilidade das próprias emissoras.

Se por um lado a mudança divide opiniões nas arquibancadas, por outro ela consolidou o ex-jogador britânico David Beckham como um dos principais beneficiados econômicos do Mundial. Atuando como um dos grandes garotos-propaganda do futebol nos Estados Unidos, o ex-atleta tem seu rosto exibido nas televisões americanas por pelo menos oito marcas de peso durante as transmissões.

Entre as empresas que protagonizam as campanhas publicitárias com o astro estão: Pepsi, McDonald’s, Lay’s, Stella Artois, Home Depot, Bank of America, Verizon e Adidas (marca com a qual Beckham mantém um contrato vitalício).

Especialistas em negócios esportivos apontam que essas campanhas veiculadas especificamente nos novos intervalos da Copa do Mundo devem render a Beckham cerca de US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões). De acordo com Patrick Rishe, diretor do programa de negócios esportivos da Universidade de Washington, esses valores refletem o enorme apelo comercial, a credibilidade e a força da imagem global do britânico, atributos que poucos atletas no mundo conseguem manter após a aposentadoria.

“Esse valor mostra o tamanho da fama global de Beckham, seu enorme apelo comercial e a força da sua imagem. Poucos atletas conseguem atrair tantas marcas diferentes. Ele é reconhecido em qualquer lugar do mundo e transmite credibilidade”, disse Patrick.