A Conmebol anunciou que vai implementar as novas regras do futebol em suas competições a partir de meados de julho, quando o calendário voltará à ativa. Ao todo, cinco novas determinações já passarão a valer para os torneios internacionais, mas é importante ressaltar que a entidade optou por não seguir todas as mudanças, e a ‘Lei Vini JR’ não será aplicada.
Conheça as novas mudanças
A IFAB, que escreve as leis do futebol há mais de 140 anos, aprovou as mudanças em fevereiro. A ideia das novas regras é dar mais dinamismo às partidas e combater a cera. No universo futebolístico, as novidades começaram nos amistosos pré-Copa e estão sendo aplicadas em todas as partidas do Mundial. Vamos à lista de alterações confirmadas pela Conmebol:
- Cinco segundos para cobrar o tiro de meta: se o juiz identificar que uma cobrança está sendo propositalmente atrasada, ele deve iniciar uma contagem visual de cinco segundos, usando os dedos das mãos, para que o goleiro realize a cobrança. Caso o jogador não cumpra o tempo determinado, o lance será revertido em escanteio para o adversário.
- Cinco segundos para cobrar o lateral: segue a mesma lógica da regra anterior. Caso o árbitro perceba atraso na cobrança, inicia a contagem de cinco segundos com os dedos, e se o tempo não for cumprido, o adversário assume a posse de bola.
- Dez segundos para deixar o campo na substituição: a partir do momento em que a placa de substituição for erguida, o jogador terá 10 segundos para deixar o gramado. Os últimos cinco segundos serão indicados gestualmente, assim como nos tópicos anterios. Caso o atleta a ser substituído atrase na saída do campo, o jogador que vai entrar em seu lugar terá que aguardar um minuto para ingressar ao gramado, deixando a equipe infratora com um a menos nesse tempo. *Exceção: nesse caso, a regra não se aplica em caso de lesões, quando o jogador não apresenta condições de sair.
- Um minuto fora de campo para atendimento médico: antes das mudanças, a medida muitas vezes era usada para fazer cera. Um jogador saía para atendimento médico pra ‘esfriar’ o jogo e podia voltar a campo quando o árbitro autorizasse. Agora, caso um atleta saia para receber atendimento, ele precisa aguardar um minuto antes de retornar ao gramado, deixando sua equipe com um a menos nesse período.
- VAR com mais atuação: antes da Copa, o árbitro de vídeo só podia interferir em quatro ocasiões: erro de identificação, cartão vermelho direto, pênalti e gol. A partir de agora, o VAR tem mais poder de ação e pode se manifestar de outras duas formas. 1) escanteio marcado incorretamente: sempre que for possível reverter a decisão de maneira imeadiata, sem retardar o reinício da partida. 2) segundo cartão amarelo inadequado: se o árbitro aplicar um segundo cartão amarelo por engano, o VAR pode interferir para impedir um expulsão equivocada.
Além das normas citadas anteriormente, que já foram confirmadas pela Conmebol e serão utilizadas nas Copas Libertadores e Sul-Americana, como mencionado, existe ainda a ‘Lei Vini JR’, que não é de aplicação obrigatória e não será seguida pela entidade.
O que diz a ‘Lei Vini Jr’
A Lei pune com expulsão os jogadores que tapam a boca em discussões com adversários, gesto normalmente utilizado para proferir ofensas. A proposta surgiu após um jogo da Champions League, entre Real Madrid e Benfica. Na ocasião, o argentino Gianluca Prestianni, do clube português, tapou a boca em briga com Vini Jr e foi acusado de ter ofendido o brasileiro com termos racistas após um gol marcado por Vinícius. Imeadiatamente após o ocorrido, Vini se dirigiu ao árbitro e afirmou ter sido chamado de ‘mono’ (macaco em espanhol) por Prestianni.
Na Copa do Mundo, a Lei Vini Jr entrou em vigor e dois jogadores foram expulsos por tais gestos. Almirón, do Paraguai, foi o primeiro a ser punido, ainda na fase de grupos, durante a vitória por 1 a 0 sobre a Turquia. O segundo caso foi o do equatoriano Hincapié, expulso na derrota por 2 a 0 para o México, no mata-mata.


