sexta-feira, julho 17, 2026
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Palmeiras registra déficit superior a R$ 60 milhões

O Palmeiras divulgou seu balanço financeiro até maio de 2026 com um cenário de contraste entre arrecadação e resultado final. Embora tenha acumulado receita de R$ 503,4 milhões nos cinco primeiros meses do ano, o clube encerrou o período com déficit de R$ 65,9 milhões. Um desempenho considerado distante do superávit de R$ 32,8 milhões previsto no orçamento.

O total arrecadado representa R$ 395,2 milhões em receitas operacionais líquidas e R$ 108,2 milhões em financeiras. Porém, mesmo com esse volume de entradas, o resultado ficou abaixo do planejado no comparativo entre a projeção e os valores efetivamente registrados no faturamento dos negócios.

A principal discrepância ocorre no grupo de “rendas diversas”, que, por uma norma do Conselho Federal de Contabilidade, passou a incluir os valores referentes à venda de atletas. Ainda segundo divulgado pelo ge, a previsão interna era atingir R$ 235,7 milhões até maio, mas o clube contabilizou R$ 78 milhões. Ou seja, o equivalente a 33% do total projetado.

Com isso, a receita operacional líquida chegou a R$ 395,2 milhões, abaixo dos R$ 577 milhões previstos para o período. Esse déficit de R$ 121,6 milhões registrado até maio significa que o Alviverde gastou mais do que recebeu nas operações.

Fontes de arrecadação do Palmeiras

As receitas financeiras reduziram parte desse impacto. Isso porque o Palmeiras contabilizou R$ 108,2 milhões nesse segmento, valor que envolve variação cambial e aplicações financeiras realizadas pelo clube, diminuindo a diferença no déficit total do exercício.

No acumulado do ano, apenas três fontes de arrecadação superaram o orçamento: de jogos, premiações e departamentos amadores. Entre as principais receitas até maio aparecem as financeiras (R$ 108,2 milhões), os direitos de transmissão (R$ 104,7 milhões), publicidade e patrocínio (R$ 97,3 milhões), rendas diversas (R$ 78 milhões), sócio-torcedor (R$ 29,7 milhões), arrecadação social (R$ 29,4 milhões), arrecadação de jogos (R$ 24,6 milhões), premiações (R$ 16,2 milhões) e licenciamento da marca e franquias (R$ 14 milhões).

Estádio do Palmeiras agora chama Nubank Parque (Foto: César Greco/SEP)

Se considerar apenas o mês de maio, então o clube registrou déficit de R$ 30 milhões, resultado próximo ao valor orçado de R$ 26,4 milhões. A receita total alcançou R$ 86 milhões no período, formada por R$ 81,3 milhões em receitas operacionais e R$ 4,7 milhões em receitas financeiras.

O Palmeiras recebeu acima do previsto em arrecadação de jogos e rendas diversas no mês.

E as receitas?

As principais receitas de maio foram direitos de transmissão (R$ 26,7 milhões), publicidade e patrocínio (R$ 17,1 milhões), rendas diversas (R$ 10,5 milhões), arrecadação de jogos (R$ 10 milhões), sócio-torcedor Avanti (R$ 6 milhões), arrecadação social (R$ 5,8 milhões), receitas financeiras (R$ 4,7 milhões), premiações (R$ 3,3 milhões) e licenciamento da marca e franquias (R$ 1,3 milhão).

O desempenho financeiro ao longo de 2026 registra déficit de R$ 7,8 milhões em janeiro, superávit de R$ 20 milhões em fevereiro, déficit de R$ 26,8 milhões em março, déficit de R$ 21,2 milhões em abril e déficit de R$ 30 milhões em maio.