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Déficit milionário pode impedir novas contratações do Palmeiras?

O déficit acumulado de R$ 65,9 milhões nos primeiros cinco meses de 2026 não impediu, tampouco impossibilita, o Palmeiras de manter sua movimentação no mercado da bola. Enquanto o balancete oficial registrou resultado financeiro negativo, a diretoria anunciou três reforços, recusou uma proposta milionária por Allan e avançou nas conversas para renovações de Gustavo Gómez e Murilo.

Entre janeiro e maio, o clube arrecadou R$ 503,4 milhões, sendo R$ 395,2 milhões em receitas operacionais líquidas e R$ 108,2 milhões em receitas financeiras. O valor representa aproximadamente 40% da previsão de R$ 1,2 bilhão para toda a temporada, mas ficou abaixo do planejamento inicial, que apontava um superávit de R$ 32,8 milhões no período.

A principal diferença entre o resultado esperado e o registrado apareceu na categoria “rendas diversas”. Após uma norma recente do Conselho Federal de Contabilidade, o grupo passou a reunir também valores de negociações de jogadores. O Palmeiras projetava R$ 235,7 milhões nessa área até maio, mas recebeu R$ 78 milhões, deixando uma diferença negativa de R$ 157,7 milhões.

O setor de Futebol Profissional consumiu R$ 476,2 milhões no mesmo intervalo. Entre os principais gastos estão R$ 184,3 milhões em pessoal e encargos e R$ 127,4 milhões em amortização de direitos de jogadores. Esses números cresceram pela manutenção do elenco, já que o clube não realizou vendas importantes para compensar os custos.

Leila Pereira e Abel Ferreira debatem sobre elenco e planejamento (Foto: César Greco/SEP)

Palmeiras avalia saídas sem negociar pilares do elenco

Apesar do déficit, a diretoria não trabalha com a necessidade de desmontar o time titular. Segundo apuração do Nosso Palestra, o clube avalia até cinco negociações envolvendo jogadores que não fazem parte dos planos de Abel Ferreira para a sequência da temporada. O atacante Luighi, por exemplo, aparece entre os nomes citados.

O caso mais avançado é o do meia-atacante Rômulo, emprestado ao Novorizontino. O Palmeiras definiu o valor de US$ 4 milhões (R$ 21 milhões) para liberar o jogador e trata essa cifra como inegociável. Internacional, Athletico e Bragantino demonstraram interesse no atleta.

A ideia da diretoria é buscar receitas com jogadores de rotação e atletas da base para contribuir com a categoria de rendas diversas, sem comprometer a estrutura principal da equipe.

O Palmeiras também considera como referência a negociação de Vitor Reis com o Manchester City, em janeiro de 2025. O zagueiro foi vendido por 35 milhões de euros (cerca de R$ 219 milhões na época)em uma transferência realizada após uma oferta considerada irrecusável, e não por uma necessidade de caixa.

Reforços e recusas indicam manutenção do planejamento

Mesmo com o resultado financeiro negativo, o Palmeiras já anunciou três reforços para 2026. O clube contratou o zagueiro argentino Alexander Barboza, ex-Botafogo, em negociação de cerca de R$ 20 milhões e com contrato até dezembro de 2028, além do volante Marlon Freitas e do meia colombiano Jhon Arias.

Para a janela internacional, que será aberta em 20 de julho, o único alvo declarado é o volante Danilo, atualmente no Botafogo. A diretoria também sinalizou sua postura no mercado ao recusar uma proposta de cerca de de R$ 220 milhões do Napoli por Allan.

Metas do Palmeiras

Com a equipe na liderança isolada do Brasileirão, com 41 pontos em 18 rodadas e sete pontos de vantagem sobre o vice-líder Flamengo, além da disputa da Libertadores e da Copa do Brasil, o clube mantém a meta de arrecadar R$ 399,6 milhões em vendas de atletas para 2026.