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Por novidade no Brasileirão, CBF realiza três testes

A Confederação Brasileira de Futebol está se preparando para implementar a tecnologia do impedimento semiautomático, e antes de efetivamente colocar em funcionamento o novo método, optou por realizar mais três testes com o sistema, em jogos da 19ª rodada do Brasileirão.

Os testes foram realizados nas partidas entre Fluminense x Bragantino (Maracanã), Bahia x Chapecoense (na Arena Fonte Nova) e Mirassol x Grêmio (Maião). A entidade informou que o experimento foi feito off-line, sem nenhuma interferência na arbitragem das partidas e no VAR.

A Tecnologia Semiautomática de Impedimento (SAOT na sigla em inglês), funciona como um suporte ao VAR. Câmeras rastreiam a posição dos jogadores e da bola, o que permite identificar com precisão o momento do passe e a posição dos atletas, determinando um impedimento em segundos – como vem sendo acompanhado na Copa do Mundo.

Vale ressaltar que, nessa fase de experimentos, apenas o grupo previamente definido pela CBF vai ter acesso à tecnologia. A Confederação também fará testes em partidas das categorias de base: Sub-17 e Sub-20 antes da implementação definitiva. A previsão é que esse método estreie na 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. A informação é do ‘ge’.

Além da implementação da tecnoclogia de impedimento semiautomático, o Brasileirão também vai contar com cinco novas regras, que vão ser colocadas em práticas por todas as ligas do mundo e também foram inauguradas durante a disputa da Copa. São elas:

Cinco segundos para cobrar o tiro de meta: se o juiz identificar que uma cobrança está sendo propositalmente atrasada, ele deve iniciar uma contagem visual de cinco segundos, usando os dedos das mãos, para que o goleiro realize a cobrança. Caso o jogador não cumpra o tempo determinado, o lance será revertido em escanteio para o adversário.

Cinco segundos para cobrar o lateral: segue a mesma lógica da regra anterior. Caso o árbitro perceba atraso na cobrança, inicia a contagem de cinco segundos com os dedos, e se o tempo não for cumprido, o adversário assume a posse de bola.

Dez segundos para deixar o campo na substituição: a partir do momento em que a placa de substituição for erguida, o jogador terá 10 segundos para deixar o gramado. Os últimos cinco segundos serão indicados gestualmente, assim como nos tópicos anterios. Caso o atleta a ser substituído atrase na saída do campo, o jogador que vai entrar em seu lugar terá que aguardar um minuto para ingressar ao gramado, deixando a equipe infratora com um a menos nesse tempo. *Exceção: nesse caso, a regra não se aplica em caso de lesões, quando o jogador não apresenta condições de sair.

Um minuto fora de campo para atendimento médico: antes das mudanças, a medida muitas vezes era usada para fazer cera. Um jogador saía para atendimento médico pra ‘esfriar’ o jogo e podia voltar a campo quando o árbitro autorizasse. Agora, caso um atleta saia para receber atendimento, ele precisa aguardar um minuto antes de retornar ao gramado, deixando sua equipe com um a menos nesse período.

VAR com mais atuação: antes da Copa, o árbitro de vídeo só podia interferir em quatro ocasiões: erro de identificação, cartão vermelho direto, pênalti e gol. A partir de agora, o VAR tem mais poder de ação e pode se manifestar de outras duas formas. 1) escanteio marcado incorretamente: sempre que for possível reverter a decisão de maneira imeadiata, sem retardar o reinício da partida. 2) segundo cartão amarelo inadequado: se o árbitro aplicar um segundo cartão amarelo por engano, o VAR pode interferir para impedir um expulsão equivocada.