O diretor de futebol do Flamengo refletiu sobre a carreira de Arrascaeta. Em entrevista à ESPN, José Boto reconheceu que o meia uruguaio não ter jogado na Europa é uma responsabilidade dele.
“Essa é uma pergunta que me faço muitas vezes. Até porque eu trabalhava com os europeus também e sou responsável também. ‘Ah, mas vocês são uns burros que não viram antes’, eu também sou responsável. Me coloco nessa situação de não ter enxergado ele, o valor que ele tem”, iniciou.
José Boto rasgou elogios ao camisa 10. Ele afirmou que Arrascaeta possui uma capacidade técnica que o coloca entre os melhores do mundo. Mas disse que alguns fatores podem ter contribuído para que ele não fosse para a Europa.
“Talvez é um dos melhores jogadores do mundo que eu já vi para encontrar espaços. Para descobrir espaços para o passe para ele. Talvez ele não tenha tido muita mídia, talvez também a idade. Um clube europeu, a partir dos vinte e cinco anos já não paga mais de vinte milhões. Não paga. Se você tem um jogador como o Arrascaeta, vai pedir 30, 35 milhões e o clube que o quer vai dizer ‘mas que idade ele tem?’. Vinte e cinco. ‘Eu não pago isso por ele’. É assim que funciona o mercado na Europa. E talvez por isso, talvez por esse motivo, porque realmente é um pouco inexplicável, um jogador com a classe a categoria que ele tem nunca ter tido uma oportunidade na Europa.
Por fim, José Boto afirmou que um dos complicadores pode ter sido os clubes interessados no jogador. Trocar o Flamengo por qualquer equipe não seria um bom negócio.
“Ou talvez o clube não fosse assim tão grande. Porque trocar o Flamengo, com todo respeito aos Crystal Palace da vida, não parece uma troca justa, uma troca boa. Com a visão privilegiada que eu tenho dele, ele jogaria fácil no auge dele em um dos cinco melhores clubes da Europa”, finalizou.


