O Flamengo esteve a uma máscara de proteção de vencer o São Paulo e encostar definitivamente no líder Palmeiras. Aos 36 minutos da etapa final, Emerson Royal teve uma das chances mais claras da partida, em uma cabeçada completamente sozinho na pequena área, mas errou devido ao equipamento. O lateral explicou que o item dificultou o direcionamento da bola, comprometendo a finalização.
A proteção passou a fazer parte da rotina do defensor desde a lesão sofrida na partida contra o Estudiantes, da Argentina, pela Libertadores. Mesmo dizendo que vem se adaptando ao acessório, Emerson explicou que a dificuldade aparece justamente nas jogadas aéreas, um fundamento que considera uma das marcas do seu jogo.
“Eu gosto, estou me adaptando bem com a máscara. Mas, sim, nos lances que eu preciso cabecear a bola para direcionar, quando pega na máscara é muito difícil. Porque amortece e às vezes muda a trajetória da bola”, justificou.
Na sequência, o jogador disse acreditar que o desfecho poderia ter sido diferente sem a proteção, embora tenha garantido que seguirá convivendo com a adaptação enquanto precisar utilizar o equipamento.
“No lance ali, se eu não estivesse com a máscara, acredito que teria grande chance de eu fazer o gol. Essa também é uma das minhas características (cabeceio). Mas faz parte. Eu estou de máscara e tenho que me adaptar a ela”, completou em entrevista na zona mista.
Empate bom para o Flamengo?
O empate por 1 a 1 no Maracanã impediu o Flamengo de transformar a oportunidade em vitória, mas encurtou a diferença para o Palmeiras. Antes da derrota para o Atlético-MG, por 2 a 1, o Alviverde sustentava uma vantagem de sete pontos na liderança, que agora caiu para seis, 44 contra 38. Vale destacar, porém, que o Rubro-Negro ainda possui um jogo a menos em relação ao rival.


