A passagem de Sergio Rochet pela Copa do Mundo 2026 vai gerar uma receita importante ao Internacional. Isso porque a convocação do goleiro uruguaio garante uma compensação financeira ao Colorado pela liberação à seleção, benefício cedido pelo Programa de Benefícios aos Clubes da FIFA, estimado em R$ 850 mil.
O mecanismo considera a quantidade de dias em que cada atleta permanece cedido à respectiva seleção durante o Mundial. Rochet, por exemplo, acumulou 34 diárias na competição e Félix Torres, também jogador do Internacional, somou 38 dias com o Equador. Inclusive, essa diferença no tempo de participação explica a diferença entre os valores previstos para os dois atletas.
Com a eliminação do Uruguai ainda na fase de grupos, a compensação financeira por Rochet se limita a R$ 850 mil. Já o defensor equatoriano, que disputou até a fase 16avos da Copa, renderá R$ 950 mil aos cofres colorados. Ao todo, a dupla garante R$ 1,8 milhão ao Inter, contabilizando uma média de R$ 900 mil por jogador, em 72 diárias.
O programa também coloca outros clubes brasileiros em destaque pelo número de convocados. Flamengo e Palmeiras, por exemplo, estão entre as equipes nacionais com maior possibilidade de faturamento pelo torneio. O Rubro-Negro enviou nove jogadores para a Copa, enquanto o Alviverde teve sete representantes.
Valor reduzido
Vale destacar que a FIFA estabelece uma compensação de cerca de US$ 5 mil (R$ 25,6 mil) por dia para cada atleta cedido durante a Copa do Mundo.
A compensação diária atual, porém, ficou abaixo do valor registrado na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Naquela edição, a FIFA pagava aproximadamente US$ 10.950 (R$ 56,2 mil) por atleta a cada dia, cerca de 50% acima da estimativa para o Mundial de 2026.


