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Porque o Palmeiras não vendeu Allan e Flaco López? Abel Ferreira explica

O Palmeiras goleou o Vitória por 4 a 0 no Barradão, na última quarta-feira (29). Os gols foram marcados por Mauricio, Fabiano Souza (contra), Jhon Arias e Ramón Sosa. Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico Abel Ferreira explicou o motivo do clube ter recusado propostas pelos atacantes Allan e Flaco López.

“Nossa presidente foi muita clara, temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras, normal ter equipes estrangeiras com propostas altíssimas para levar jogadores do Palmeiras. Só que neste momento, a equipe do Palmeiras tem força e sustentabilidade para dizer não. Não estou à espera de perder jogadores fundamentais para nossos objetivos. Já conquistamos um título e lutamos por mais três”, iniciou.

Recentemente, o Aston Villa, da Inglaterra, realizou uma oferta de 30 milhões de euros por Allan (cerca de R$ 175,6 na cotação atual), sendo 25 milhões de euros (R$ 146,3 milhões) pela transferência e mais cinco milhões de euros (R$ 29,2 milhões) por metas. Apesar do valor atraente, a diretoria do Verdão recusou.

Depois, apareceu o Spartak de Moscou, da Rússia, interessado na contratação de Flaco López. Os russos ofereceram 20 milhões de euros (cerca de R$ 116 milhões na cotação atual) pelo jogador, mas novamente os dirigentes palmeirenses fecharam as portas para a saída de um atleta importante do clube.

“Desde que estamos a trabalhar juntos, já fizemos mais de R$ 2 bi de vendas. É preciso arriscar, apostar nos jogadores, poderia falar de outros, do Vitor Reis, do Estêvão, do Endrick, outros que estão nas maiores vendas do futebol brasileiro. Para poder chegar a um determinado momento, que é o que estamos agora, com responsabilidade como dito pela nossa presidente no seu mandato, para entender quais jogadores que podemos ou não vender pelo momento em que estamos”, falou o treinador.

“Pode haver uma ou outra venda periférica, porque o Palmeiras é um clube dinâmico, sei que o Palmeiras gera milhões de expectativas, mas temos responsabilidades internas a cumprir. Não estou a conter em perder nenhuma peça-chave, mas se pagarem as cláusulas, está fora do nosso controle. Não há como evitar. Faço das minhas palavras, as da presidente. Não digo que não vamos vender, mas se tiver que acontecer, serão jogadores periféricos”, finalizou Abel Ferreira.