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Entenda para que serve o dispositivo médico usado por Freytes no Maracanã

A imagem de Freytes deixando o Maracanã com uma bota ortopédica logo após o empate sem gols com o Bahia, na noite da última quarta-feira (29), causou apreensão em torcedores do Fluminense. Titular no duelo, o defensor sentiu dores no tornozelo e deixou o gramado ainda no primeiro tempo. O jogador realizou exames nesta quinta-feira (30) e aguarda o resultado para entender a situação às vésperas do clássico contra o Vasco, pela Copa do Brasil.

O equipamento apareceu em um vídeo publicado nas redes sociais, que registrou a saída do jogador do estádio. Conhecida tecnicamente como bota imobilizadora, ou “Robofoot”, ela foi utilizada depois da entorse no tornozelo direito sofrida durante a partida e integra um protocolo para evitar o agravamento de problemas desse tipo.

A imobilização indica que a equipe médica optou por restringir a movimentação do atleta, sem permitir que ele caminhasse livremente. Algo que já deu indícios sobre a situação antes mesmo da realização dos exames de imagem para esclarecer o diagnóstico.

Obrigado a mexer no time ainda na etapa inicial, Luis Zubeldía optou por Thiago Silva no lugar de Freytes. O ídolo tricolor, porém, também apresentou problemas e teve que deixar o gramado para dar lugar a Igor Rabello, já no segundo tempo. Assim como o companheiro, o camisa 3 também passou por exames nesta quinta-feira (30).

Robofoot

Em vez do gesso tradicional, a bota costuma ser empregada em entorses graves e em situações com suspeita de fratura. Sua função é manter o tornozelo estável para proteger ligamentos, tendões e ossos durante o início da cicatrização. Sob orientação médica, a depender de cada caso, o atleta ainda pode apoiar o pé com segurança graças ao solado projetado para esse tipo de deslocamento, que possui superfície antiderrapante.

Para oferecer essa proteção, o equipamento combina talas laterais metálicas ou de plástico de alta resistência com formato anatômico, revestimento interno acolchoado e forro de espuma, reduzindo pontos de pressão. Já as tiras de velcro permitem ajustar a compressão conforme a variação do inchaço, enquanto o solado em EVA (feito de etileno-vinil-acetato) ou borracha, no formato conhecido como balancim, favorece uma caminhada mais natural mesmo com a articulação imobilizada.