Jogando em casa, o Grêmio perdeu para o Bolívar por 1 a 0, na última quinta-feira (30), pelo segundo jogo dos playoffs das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Com a derrota, o Tricolor Gaúcho deu adeus à competição continental e aumentou ainda mais a revolta dos torcedores.
O Grêmio teve até uma certa superioridade na partida e registrou 31 finalizações ao gol, mas foi incapaz de balançar as redes da equipe adversária. A derrota amarga a quinta eliminação consecutiva do clube em mata-matas de competições internacionais e deixou a torcida na bronca. Veja comentários:
“Ninguém quebra nada, ninguém cobra ninguém. O Grêmio está ruindo e a torcida aceitando. Lixos passivos. Jogadorzinho fzendo descaso com essa camiseta recebendo R$ 1 milhão por mês, um técnico lixo, uma direção amadora e uma organizada de mentirinha que envergonha o Grêmio”, pontuou Sousa.
“Demite a mula do Castro”, disse Lucas. “Quando vão mandar embora esse Vagner Mancini que come bolinho e bacalhau?” Questionou Thiago.
Haylander fez uma análise ainda mais encorpada e foi na contramão dos pedidos de demissão, analisando o histórico recente do clube: “Ano passado com o Mano fomos eliminados perdendo para o Alianza Lima e todos pediam a saída do Mano. Se ele tivesse saído naquele momento teríamos caído, ele ficou e no final ajeitou o time. Parto do mesmo princípio hoje com o Luís Castro. Não adianta achar que o problema é só treinador e lá se vão 4 anos e mais de 4 técnicos diferentes. Mano ainda caiu na Copa do Brasil e só ajeitar o time em novembro. único motivo para a saída do Castro seria se ele tivesse perdido o Grupo de jogadores”.
Durante o jogo, o técnico Luís Castro foi alvo de muitas vaias, que vieram acompanhadas de gritos entoando o nome de Renato Gaúcho e pedindo o retorno do ex-treinador da equipe e ídolo inconstestável do clube.
Em entrevista coletiva após a partida, Castro assumiu a responsabilidade pela eliminação, comentou sobre as vaias recebidas, analisou o resultado e pontuou sobre os próximos passos.
“As vaias foram para mim. Não houve vaias para os jogadores. As vaias foram todas para o Luís Castro, não foram para eles. Os jogadores deram tudo deles e a torcida reconheceu e os apoiou sempre ao longo de todo o jogo. Eu acho que todos nós que estamos aqui no auditório entendemos que o resultado não foi aquilo que nós queríamos”.
“As 31 finalizações não contam nada quando perdemos. Os 65% de posse de bola não valem nada quando perdemos, mas é um indicador que tivemos sempre por cima do jogo e que poderíamos ter ganho e não deveríamos ter perdido”, disse.
Agora, o Grêmio buscar uma volta por cima no próximo compromisso: o jogo contra o Mirassol, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O desafio será no domingo (2), no Maião, às 18h (de Brasília).


