A convocação de jogadores para a Copa do Mundo garantiu um reforço financeiro importante ao Palmeiras. A FIFA mantém uma regra de compensação financeira. Esse mecanismo serve para pagar os clubes que cedem os seus profissionais para a disputa do principal torneio de seleções.
O zagueiro paraguaio Gustavo Gómez exemplifica bem essa vantagem para o caixa do time paulista. O defensor ficou 42 dias à disposição da sua seleção nacional. O regulamento garante o repasse pelo tempo total de permanência do jogador no evento, sem importar se ele entra em campo ou fica apenas no banco de reservas.
Esse pagamento integra um programa oficial da competição focado em valorizar as equipes. A cota atual repassa 5 mil dólares por dia para cada atleta liberado. O valor sofreu um corte de cinquenta por cento em relação à edição de 2022, que pagava 10 mil dólares, mas ainda distribui um fundo global de 250 milhões de dólares.
O Campeonato Brasileiro registrou uma presença ampla na atual disputa internacional. A primeira divisão do país enviou 32 jogadores, distribuídos entre 13 clubes diferentes. Todas essas equipes lucraram com a regra de repasses financeiros e garantiram uma receita extra considerável durante a realização das partidas do torneio.
No balanço final do Palmeiras, o resultado financeiro foi bastante expressivo. A equipe teve sete atletas convocados por suas respectivas seleções nacionais. Somando o tempo de permanência de todos eles na competição, o clube acumulou um total de 296 diárias pagas pela organização do evento.
Com o acúmulo dessas cotas, a arrecadação total do Palmeiras fechou em R$ 7,40 milhões. O cálculo final aponta uma média aproximada de R$ 1,05 milhão por cada jogador cedido ao torneio. O montante funciona como um bônus financeiro direto para os times que montam elencos com atletas de nível internacional.


