O meia Cauly, cedido por empréstimo pelo Bahia ao São Paulo, registra uma sequência de seis partidas sem atuar. A última aparição ocorreu no dia 16 de maio. Esse período de inatividade gera uma economia direta para o orçamento do clube paulista. A equipe evitará o pagamento de um bônus de 600 mil euros, quantia próxima a 3,5 milhões de reais na cotação atual.
A retenção do valor acontece porque o atleta não possui mais chances matemáticas de alcançar uma meta de produtividade estabelecida em seu contrato. De acordo com informações veiculadas pelo portal ‘GE’, a cláusula exigia a participação do jogador em 40 confrontos oficiais ao longo da atual temporada.
Para a meta ser validada, havia a exigência de permanência em campo por um tempo mínimo de 45 minutos em cada evento. O meio-campista acumula 13 atuações dentro desse critério. Restam apenas 25 compromissos máximos para a equipe no ano, considerando os jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana.
Apesar dessa situação, a diretoria do São Paulo monitora uma segunda cláusula contratual que permanece ativa. Existe uma obrigação de compra em definitivo dos direitos do atleta caso uma marca diferente seja atingida. A condição de compra entra em vigor se ele somar 45 minutos de jogo em 20 partidas oficiais.
Caso esse limite de 20 jogos seja alcançado, o clube precisará desembolsar 2 milhões de euros, o equivalente a cerca de 12,3 milhões de reais. O vínculo de empréstimo dura até o fim do ano. Até agora, o jogador contabiliza 20 apresentações totais e marcou um gol, sendo sua última atuação registrada na derrota para o Fluminense, pelo torneio nacional.
A ausência recente das escalações começou por questões clínicas. O atleta perdeu quatro rodadas devido a dores no músculo adutor. Após receber alta do departamento médico e recuperar a condição física durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo, a comissão técnica, comandada por Dorival Júnior, optou por mantê-lo fora da equipe por decisão tática.


