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Flamengo recusou exigência estratosférica feita por Almada

O meio-campista Thiago Almada encerrou as negociações com o Flamengo e decidiu assinar contrato de forma definitiva com o River Plate. Com essa definição no mercado da bola, a diretoria rubro-negra muda o planejamento inicial e passa a concentrar todos os seus esforços na contratação do atacante Luiz Henrique.

O insucesso nas tratativas com o jogador argentino ocorreu de forma quase exclusiva por questões financeiras. Segundo apuração divulgada pela jornalista Mônica Alves, a pedida salarial do atleta superava de maneira considerável os maiores vencimentos atuais do elenco carioca, criando um impasse logo nas primeiras rodadas de negociação.

Internamente, a gestão do departamento de futebol avaliou cuidadosamente os impactos dessa operação financeira. A conclusão da diretoria foi que o pagamento de um valor tão desproporcional em relação aos demais atletas poderia causar um grave desequilíbrio no vestiário e prejudicar o ambiente de trabalho de todo o grupo.

Diante desse cenário, a cúpula do time carioca optou por não aumentar a oferta salarial apresentada inicialmente, que já envolvia cifras consideradas altas. O diretor de futebol do clube, José Boto, viajou até a Argentina para se reunir presencialmente com os representantes do meia e comunicar a desistência oficial.

Os valores exigidos pelo estafe do meio-campista argentino operavam muito acima dos padrões do futebol nacional. Conforme relatado pelo jornalista Rodrigo Mattos, a solicitação do jogador girava em torno de 6 milhões de euros líquidos por ano, representando cerca de 2,9 milhões de reais mensais, sem contabilizar os impostos.

Após encerrar as conversas pelo atleta sul-americano, o foco principal da equipe na atual janela de transferências passa a ser o brasileiro Luiz Henrique. O atacante pertence ao Zenit, e a diretoria carioca realiza contatos diários nos bastidores para tentar viabilizar um acordo de transferência pelo jogador em breve.