O especialista de arbitragem PC de Oliveira participou do programa ‘Fechamento SporTV’ e falou sobre as polêmicas de arbitragem da partida entre Palmeiras e Internacional. O confronto terminou sem gols, mas dois lances teriam sido para expulsão, de acordo com os colorados.
O primeiro deles envolve o atacante Allan, do Palmeiras, e Félix Torres, do Internacional. O zagueiro colorado desviou a bola pelo chão, tocando a bola para um companheiro. O jovem palmeirense chegou atrasado e o acertou com a sola da chuteira.
Para muitos, o atleta alviverde deveria ter sido expulso. Mas o árbitro da partida, Davi de Olivera Lacerda não puniu o jogador e sequer foi chamado pelo VAR para revisar a jogada. PC de Olivera concorda com a decisão.
“É um lance perto do quarto árbitro com o Allan chegando para disputar a bola. O Félix Torres já está caído e tem um contato na sua canela. Boa parte do pé do Allan, como o calcanhar, está apoiado no chão. Ele escorrega e aí tem o contato. O árbitro precisa avaliar a intensidade, o risco de lesão e o contato pleno, aquele pisão. Para mim foi uma entrada temerária e de cartão amarelo. Não configura entrada excessiva com risco de lesionar. Na minha avaliação, não é lance de VAR e não tem intensidade alta”, disse PC, sobre Allan com Torres.
A segunda polêmica também envolveu uma suposta falta de um jogador do Palmeiras em um atleta do Internacional. Durante uma disputa de bola, o zagueiro Alexander Barboza tomou a frente de Johan Carbonero e seguiu a jogada. Porém, na passada, acertou um chute na cabeça do atacante colorado.
O contato gerou reclamações, mas mais uma vez PC Oliveira concordou com a decisão do árbitro em não aplicar o cartão vermelho.
“Na minha avaliação, ele está tentando saltar e passar pelo Carbonero. Não vejo como uma conduta violenta, como agressão. No máximo cartão amarelo. Quando você tem uma agressão, há a reação de muitos jogadores no sentido de revidar e não teve isso”, acrescentou o ex-árbitro.


