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Presidente do Corinthians cita o Flamengo para justificar saída de Depay

A permanência de Memphis Depay no Corinthians ganhou um novo capítulo nos bastidores. Para justificar a resistência à renovação do atacante, o presidente Osmar Stábile tem recorrido a um episódio vivido pelo Flamengo em 2013, quando o clube carioca decidiu abrir mão de Vagner Love durante um processo de reorganização financeira.

Exemplo do Flamengo entrou na discussão

Stábile tem citado a postura de Eduardo Bandeira de Mello, então presidente do Flamengo, como referência para o momento vivido pelo Corinthians. Na época, o clube carioca enfrentava dificuldades financeiras e tinha uma dívida de 6 milhões de euros com o CSKA, da Rússia.

Love queria permanecer no Flamengo, mas acabou sendo devolvido ao clube russo como forma de compensação pela dívida. Para Stábile, o caso apresenta semelhanças com a situação de Depay no Corinthians.

O atacante holandês também demonstrou interesse em continuar no clube e chegou a aceitar uma redução salarial, além de abrir mão de juros e multas relacionados à dívida corintiana. Ainda assim, as concessões não foram suficientes para convencer o presidente.

Dívida bilionária pesa na decisão

A situação financeira do Corinthians é o principal argumento utilizado pela atual gestão. Stábile trabalha com a ideia de promover um processo de saneamento das contas em cinco anos, diante de uma dívida estimada em R$ 3,3 bilhões.

Nesse cenário, a renovação de Memphis representa uma decisão de impacto relevante para o planejamento financeiro do clube. O jogador cobra aproximadamente R$ 77 milhões do Corinthians e também passou a reivindicar valores relacionados ao contrato de renovação que não chegou a ser assinado. Apesar da postura inicial, as negociações não estão completamente encerradas.

Renovação ainda pode voltar à mesa

Stábile admite reconsiderar a permanência de Depay caso alguns pontos sejam retirados do possível novo acordo. Entre eles estão a obrigação de captação de R$ 15 milhões em receitas de marketing e uma ajuda de custo de R$ 250 mil mensais.

Sem esses valores adicionais, o novo vínculo teria custo de R$ 27 milhões por ano entre salários e direitos de imagem. Em dois anos, o montante chegaria a R$ 54 milhões.

Outra alternativa discutida internamente envolve empresas parceiras. Três companhias já teriam sinalizado interesse em assumir os valores excedentes. No entanto, o presidente corintiano quer propostas oficiais antes de mudar sua posição sobre a renovação de Memphis Depay.