O ex-centroavante Jô teve uma passagem apagada pelo Internacional entre 2011 e 2012, marcada mais por problemas extracampo do que pelo desempenho esportivo. Em entrevista ao “Abre Aspas”, do portal ‘GE’, ele revelou que o consumo descontrolado de álcool foi o fator determinante para o seu insucesso no clube gaúcho.
Segundo o próprio atleta, o problema não era a ingestão diária de bebidas, mas sim a completa ausência de limites. Ele relatou que, ao começar a beber, perdia a capacidade de parar, o que comprometia sua recuperação e afetava diretamente sua rotina como jogador de futebol profissional.
Apesar da gravidade, Jô descarta o uso do termo alcoolismo para definir sua condição naquela época. O ex-jogador pondera que médicos poderiam apresentar um diagnóstico clínico diferente, mas, em sua visão pessoal, o quadro se resumia a uma severa falta de autocontrole.
Na entrevista concedida, ele detalhou essa visão sobre a própria saúde e o histórico com a bebida. “Acho a palavra ‘alcoólatra’ muito forte, o caso era de que não tinha controle. […] Hoje, graças a Deus, tenho esse controle, mas foi bem complicado”, afirmou.
A consequência mais grave desse descontrole com o álcool resultou em um ato de indisciplina na Copa Libertadores da América. O atacante não conseguiu se apresentar para um voo do Internacional com destino à Bolívia, onde o time jogaria contra o The Strongest, por ter bebido durante a madrugada anterior.
O ex-jogador assumiu total responsabilidade pelo atraso e pela falha com a logística da equipe. “A gente tinha que se apresentar no outro dia às 7h da manhã, porque era uma viagem Porto Alegre-São Paulo-Bolívia. Às 4h eu estava bebendo ainda. Como é que deita e dorme? Não acorda, não tem como. Essa irresponsabilidade, às vezes, era minha”, admitiu.

