A novela envolvendo Memphis Depay ganhou um novo capítulo importante no Corinthians. Depois de reabrir as conversas com o atacante, o presidente Osmar Stabile decidiu levar a negociação ao Conselho de Orientação (CORI), que se reúne nesta segunda-feira para analisar os valores e as condições de um possível novo contrato.
Stabile apresentou ao órgão os detalhes do acordo e agora aguarda um parecer antes de buscar uma solução definitiva com Memphis, de 32 anos.
Stabile busca respaldo para fechar o acordo
O CORI tem função consultiva e não possui poder de veto sobre a negociação. Ainda assim, a participação do conselho pode ser importante para a diretoria diante dos valores envolvidos na permanência do camisa 10.
Stabile se apoia no artigo 119, parágrafo 4º, do estatuto do Corinthians. A regra estabelece que transações envolvendo jogadores com valor superior a 40 mil salários mínimos precisam de autorização prévia do órgão.
Membros do conselho ouvidos pelo ge avaliam, porém, que o presidente também pode estar buscando dividir a responsabilidade pela decisão. A utilização desse dispositivo em negociações relacionadas ao futebol do clube não é comum.
O CORI é formado por oito membros trienais, além de integrantes natos, entre eles os ex-presidentes Mário Gobbi e Roberto de Andrade. O atual presidente do órgão é Miguel Marques e Silva.
Corinthians tenta reduzir custo da permanência
A negociação com Memphis foi reaberta depois de o Corinthians anunciar que havia retirado a proposta pelo jogador. A mudança de postura ocorreu após novos contatos e a disposição do atacante em flexibilizar as condições de pagamento.
Do outro lado, a diretoria alvinegra tenta reduzir aproximadamente R$ 30 milhões do custo total do vínculo, estimado em R$ 157 milhões. Nesse montante está incluída uma dívida de R$ 42 milhões referente ao contrato anterior.
Para viabilizar a permanência, o Corinthians também busca garantias de parceiros comerciais que possam ajudar no pagamento. No departamento de marketing, existe a avaliação de que a operação pode ser financeiramente viável com o apoio de empresas já alinhadas ao projeto.


