Não foi fácil, teve emoção, sofrimento, mas o Fluminense avançou para a próxima fase da Copa Libertadores da América. Em confronto realizado na última terça-feira (18), o clube bateu o Independiente Rivadavia, da Argentina, conseguindo a grande chance de disputar as quartas de final do torneio.
No tempo normal, aos 12 minutos da segunda etapa, quando o jogo ainda estava 0 a 0, Canobbio foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. Aos 31, o Fluminense abriu o placar com Kevin Serna, resultado que dava tranquilidade e garantia a classificação.
No entanto, nos acréscimos, o Independiente Rivadavia teve um pênalti a seu favor após a bola atingir o braço de Ignácio, dentro da pequena área do Flu. Inicialmente, o árbitro Andrés Rojas, da Colômbia, havia sinalizado apenas escanteio, mas foi chamado até o VAR e acabou marcando pênalti para os argentinos.
Especialista analisa lance
Comentarista da ESPN e especialista em arbitragem, Renata Ruel esteve na transmissão da partida e discordou da marcação. Na sua visão, o movimento do jogador do Fluminense no momento da finalização não caracteriza uma ação que justificasse o pênalti assinalado.
“Eu não vejo penalidade pela imagem que nós temos. Ele está recolhendo o braço, não dá para mostrar só a imagem parada. Na imagem geral, ele está recolhendo o braço em uma distância curta. Eu não marcaria essa penalidade”, disse Renata durante o confronto.
Outro especialista que discordou da decisão foi PC de Oliveira, do Grupo Globo. Em vídeos divulgados pelo perfil oficial do SporTV nas redes sociais, ele cita que Ignácio não agiu em nenhum momento com a ação de ampliar o espaço do corpo, o que descaracterizaria a infração.
Mesmo com toda a polêmica, o pênalti foi validado e o Rivadavia marcou, levando a decisão para os pênaltis. O Fluminense contou com o goleiro Fábio em uma noite inspirada, com o arqueiro defendendo duas finalizações, de Florentín e Atencio, cravando a vitória do Tricolor por 5 a 4 na marca da cal.



