O Flamengo tem adotado uma estratégia diferente para alguns jogadores formados nas categorias de base. Sob a gestão de José Boto, o clube já liberou seis jovens para o futebol europeu sem receber uma compensação financeira imediata. O caso mais recente é o do atacante Alan Santos, de 19 anos, anunciado pelo Benfica, que integrará inicialmente a equipe sub-23.
Além de Alan, o grupo é formado por Caio Barone, Lucas Furtado, Carbone, Kaio Nóbrega e Rayan Lucas. Os jogadores deixaram o Flamengo em diferentes negociações com clubes europeus, e o Rubro-Negro optou por manter percentuais dos direitos econômicos em vez de receber valores pela transferência.
A CBF confirma que Caio Barone atualmente pertence ao Celta de Vigo, Lucas Furtado ao Vitória de Guimarães e Carbone ao Lugano, enquanto Rayan Lucas está no futebol português.
A ideia da diretoria é utilizar essas movimentações como uma espécie de aposta no futuro. Ao facilitar a saída dos jovens para mercados europeus, o Flamengo busca aumentar as possibilidades de valorização dos atletas e, consequentemente, garantir uma participação financeira caso eles sejam negociados posteriormente. No caso de Alan Santos, por exemplo, o clube manteve 50% dos direitos econômicos.
A estratégia, porém, também gera questionamentos, principalmente pelo fato de o Flamengo abrir mão de uma receita imediata por jogadores formados no Ninho do Urubu. O modelo depende diretamente da evolução dos atletas e de futuras transferências para transformar as porcentagens mantidas pelo clube em retorno financeiro.
Entre os seis, alguns já conseguiram dar passos importantes na carreira. Caio Barone, Lucas Furtado, Carbone e Rayan Lucas aparecem atualmente vinculados a clubes europeus, enquanto o novo destino de Alan Santos coloca mais um jovem formado no Flamengo no mercado internacional.


