Aos 36 anos, Lulinha vive uma fase de consolidação no futebol asiático. Capitão e referência no Madura United, da Indonésia, o jogador já projeta os próximos passos para o fim da sua carreira como atleta profissional.
O meia-atacante iniciou os estudos necessários para se tornar treinador. A qualificação, inclusive, conta com o suporte financeiro do seu atual time indonésio, equipe que ele defende desde a temporada 2022/23.
Para a nova função, o planejamento do brasileiro exige um começo gradual. A meta é iniciar o trabalho nas categorias de base, adotando a trajetória do ex-lateral Filipe Luís como principal modelo de progressão profissional.
Ao comentar sobre o assunto em entrevista, o jogador explicou sua visão: “É uma pergunta boa. Sou grato ao meu clube na Indonésia, eles que estão bancando tudo que estou fazendo. Tenho uma grande história, capitão, e tenho um projeto de futuro lá. Quero ficar primeiro no Brasil, acho que vou aprender mais como treinador, olhando outras histórias como a do Filipe Luís, passando por etapas”.
“Você vai quebrar a cabeça no Sub-15, depois no Sub-17, molecada já marrenta. Quero passar por isso, mas o Madura tem sido bacana comigo, bancando o curso. Quem sabe o sonho um dia voltar como treinador, auxiliar, técnico da base”, acrescentou.
Revelado no Parque São Jorge, ele foi destaque da base nacional nos anos 2000. Já no elenco profissional, o jogador atuou pelo clube paulista entre as temporadas de 2007 e 2009.
No período, o histórico registrou 85 jogos, quatro gols e 11 assistências. O currículo engloba os títulos da Série B do Brasileiro de 2008, além do Paulista e da Copa do Brasil de 2009.
Após sair de São Paulo, o meia acumulou vasta rodagem nacional e internacional. No Brasil, atuou por Bahia, Ceará, Criciúma, Red Bull Brasil, Botafogo e Mogi Mirim, enquanto no exterior passou por Portugal, Japão, Coreia do Sul, Chipre e Emirados Árabes.


