O Palmeiras encontrou na própria base uma verdadeira máquina de transformar talento em receita. Nos últimos anos, o clube conseguiu negociar jovens jogadores por cifras que antes pareciam distantes da realidade do futebol brasileiro. Sob a gestão de Leila Pereira, essa estratégia ganhou força e ajudou o Verdão a alcançar impressionantes 414,2 milhões de euros em vendas diretas desde 2022, aproximadamente R$ 2,4 bilhões.
O retrato mais claro dessa política aparece nas cinco maiores transferências do período. Endrick lidera o ranking com 72 milhões de euros, em uma negociação que levou o atacante ao Real Madrid. Pouco atrás está Estêvão, responsável por 61,5 milhões de euros em sua transferência para o Chelsea. Dois jogadores formados na Academia que deixaram o clube ainda muito jovens e com enorme valorização.
A terceira posição pertence a Allan, cujo acordo com o Manchester City chegou a 40 milhões de euros considerando valores fixos e variáveis. O negócio colocou mais um atleta da base palmeirense entre as maiores vendas da história recente do clube.
Também formado no Palmeiras, Vitor Reis aparece logo depois, com 37 milhões de euros pagos pelo Manchester City. Fechando o grupo das cinco maiores operações está Luis Guilherme, negociado com o West Ham por 30 milhões de euros.
Entre os jogadores que não foram revelados pelo clube, o maior negócio foi o de Richard Ríos. O volante chegou após o Palmeiras desembolsar cerca de R$ 6 milhões ao Guarani e deixou o Verdão posteriormente por 30 milhões de euros rumo ao Benfica. Foi, portanto, um caso emblemático de valorização dentro do próprio elenco.
O ranking ainda conta com Danilo, vendido por 20 milhões de euros, Artur por 18 milhões, Kevin por 15 milhões, Gabriel Veron por 10 milhões e Giovani por 9 milhões. A presença de tantos jogadores formados no clube mostra que a Academia passou a ter papel decisivo não apenas no futebol, mas também nas finanças.
E o Palmeiras ainda não encerrou essa fonte de receita. Em alguns negócios, o clube preservou percentuais dos direitos econômicos, abrindo espaço para novos ganhos quando esses atletas forem novamente negociados. Foi justamente o que aconteceu com Jhon Jhon, que voltou a render dinheiro ao Verdão após sua transferência do Bragantino para o Zenit.


