segunda-feira, agosto 31, 2026
19.2 C
São Paulo

Grêmio avança para fechar acordo com a CBF; entenda

O Grêmio apresentou à CNRD, tribunal da CBF, uma proposta para quitar R$ 16 milhões em débitos com 23 credores. Segundo o projeto, o pagamento seria feito ao longo de cinco anos. A iniciativa faz parte do processo que poderá levar o clube a um acordo com a entidade para o acompanhamento das contas pelas regras de Fair Play.

Com as novas normas, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) já estabeleceu limites para o Grêmio em contratações e despesas. O entendimento com a CBF porém depende da aprovação, pela CNRD, do plano apresentado pelo clube. Paralelamente, o Tricolor já trabalha na montagem do acordo com a agência que fará o controle financeiro.

Jefferson Thomas, executivo de governança do clube, afirmou que o Grêmio já tratava o tema dentro da estratégia adotada pela nova gestão.

“Ao entrar com o plano da CNRD, estamos conscientes do caso de insolvência e do acordo na CBF. Para a gente, na linha da nova gestão, na linha de recuperação, conversamos que a gente já tinha esse propósito de seguir as regras”, contou o executivo de governança do Grêmio.

Durante a transição, o Grêmio precisa respeitar uma série de limites. O clube não pode gastar em jogadores mais do que arrecadar com vendas, e as transferências precisam receber aval da agência da CBF. Além disso, a folha salarial não pode superar o nível registrado anteriormente.

Thomas afirmou que, neste momento, as restrições não produzem efeito prático sobre o clube. Segundo o dirigente, o Grêmio já estava sob bloqueio preventivo, contratou em uma janela de baixo custo, alcançou R$ 166 milhões em vendas no ano e diminuiu a folha salarial em 20%.

“Imediato não. O Grêmio já tem bloqueio preventivo. Já fizemos contratações, e tu podes olhar a janela que fizemos (barata). Caso precisasse registrar algum, o Grêmio já vendeu R$ 166 milhões no ano. E reduzimos a folha em 20%. Se precisar fazer algum desembolso, teria um Cap (teto) se trouxesse a custo zero. No caso específico, o Grêmio não será prejudicado”, contou o executivo.

O dirigente também reconheceu que a adoção das novas regras pode gerar uma diferença entre clubes neste começo. Isso acontece porque as limitações não atingem equipes que estão na CNRD, mas não apresentaram pedidos de Recuperação Judicial ou planos coletivos depois de abril.

Mesmo diante desse possível desequilíbrio, Thomas considera a situação normal durante a implantação da regulamentação.