A busca por reforços no Vasco sofreu uma alteração de rota nesta reta final do período de contratações. A prioridade do clube passou a ser o setor ofensivo, focando no meia argentino Alan Lescano. Conforme noticiado pelo portal GE, as tratativas com o atleta do Argentinos Juniors estão bastante encaminhadas.
A confirmação do jogador de 24 anos pode representar o quinto reforço cruzmaltino na atual janela. A transação gira em torno de sete milhões de dólares, o que significa aproximadamente 36 milhões de reais. Todos os termos entre o time carioca, a equipe argentina e o meio-campista já estão totalmente alinhados.
Para formalizar o acordo, o Vasco depende de uma injeção de recursos imediata. A gestão apresentou as garantias financeiras exigidas e aguarda a liberação do empréstimo DIP para os próximos dias. Apenas com esse aporte em caixa será possível sacramentar a compra em definitivo.
Esse cenário de restrição orçamentária justifica a paralisação na busca por um novo zagueiro. A falta de dinheiro para investimentos altos travou as negociações no setor defensivo, que até pouco tempo atrás era considerado a necessidade mais urgente do departamento de futebol.
Além do caixa vazio, o regulamento impõe um grande obstáculo para reforçar a defesa cruzmaltina. O limite de estrangeiros do elenco foi estourado, já que a equipe alcançou a cota máxima de jogadores de fora do país. Isso obriga os dirigentes a mapearem exclusivamente defensores nascidos no Brasil.
A cúpula vascaína sabe que é quase impossível contratar um zagueiro nacional barato e pronto para assumir a titularidade. O entendimento interno é de que repetir apostas de baixo custo, como aconteceu recentemente com Bruno Duarte, não entregará o perfil técnico necessário para o time titular.
As opções inicialmente estabelecidas não prosperaram. O experiente Diego Carlos chegou a ser definido como o plano principal, mas o negócio rapidamente estagnou. Arthur Chaves, que também entrou no radar e recebeu sondagens da diretoria, acabou fechando contrato com o Botafogo.
Por fim, Gabriel Pereira, do Copenhagen, despontava como o nome preferido pela equipe de análise do clube. O entrave, novamente, foi financeiro. Os dinamarqueses exigiram cifras totalmente incompatíveis com o orçamento atual da equipe de São Januário, inviabilizando qualquer acerto.

