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João Moreira Salles revela condição para investir na SAF do Botafogo

O Botafogo pode ganhar um novo investidor ligado à sua história, mas não necessariamente um novo dono. João Moreira Salles voltou a admitir a possibilidade de colocar dinheiro na SAF alvinegra, porém deixou claro que sua participação teria limites bastante definidos. O empresário pretende contribuir com o clube sem assumir o controle do futebol profissional.

A proposta apresentada por Moreira Salles tem como prioridade um setor considerado estratégico para o futuro do Botafogo: as categorias de base. Ao lado do irmão, Walter Salles, ele já possui envolvimento com o projeto do CT Espaço Lonier, financiado pela família em 2022, e agora avalia ampliar esse tipo de investimento.

O aporte seria destinado à estrutura oferecida aos jovens jogadores, incluindo melhorias e expansão da infraestrutura. Em vez de direcionar os recursos para contratações ou decisões relacionadas ao time principal, a ideia é criar melhores condições para formação, educação e desenvolvimento dos atletas.

Existe, ainda, uma condição importante para que o negócio avance. O investimento em estrutura seria convertido em participação acionária na SAF, permitindo que Moreira Salles tenha presença no Conselho Administrativo e direito a voto. Mesmo assim, ele reforçou que não pretende ultrapassar a condição de acionista minoritário.

A filosofia também foi explicada pelo próprio empresário. Para ele, o projeto estaria mais relacionado à formação dos jovens do que à gestão esportiva da equipe profissional. Nesse modelo, as decisões sobre futebol ficariam nas mãos de profissionais especializados.

Investimento com limites bem definidos

Moreira Salles também afastou a possibilidade de assumir o controle do Botafogo. O empresário entende que ter dinheiro e paixão pelo clube não significa, necessariamente, possuir conhecimento para administrar uma equipe de futebol.

A movimentação acontece justamente durante uma mudança importante no comando da SAF. Com a saída de John Textor e o avanço das negociações envolvendo a GDA Luma, de Gabriel de Alba, o possível investimento da família Moreira Salles dependerá de conversas com o novo acionista.