Thiago Almada, que chegou a ter negociações avançadas com a diretoria do Flamengo, frustrou os planos do clube e assinou contrato com o River Plate, da Argentina. Ele foi principal alvo do clube carioca para a atual janela de transferências.
A justificativa oficial para o recuo nas tratativas foi a manutenção da saúde financeira do time. A cúpula de futebol rubro-negra evitou comprometer o orçamento com cifras que ultrapassassem a capacidade de pagamento do clube pelo atleta campeão do mundo.
O diretor de futebol, José Boto, admitiu o desfecho negativo durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (4). “Havia um jogador que queríamos, que era o Almada, mas melou porque temos responsabilidade financeira. O presidente não é irresponsável”, explicou o dirigente.
Na mesma declaração, o português aproveitou para criticar o modelo de gestão adotado por outras equipes no mercado nacional. “Se tivéssemos a irresponsabilidade de alguns clubes brasileiros, ganharíamos nos próximos 20 anos sempre”, declarou Boto, reforçando o compromisso interno de manter os salários em dia.
Sem o reforço de peso pretendido, o Flamengo utilizou o evento no Ninho do Urubu para apresentar suas alternativas. Os atacantes Anthony Valencia e Joaquín Freitas foram oficializados aos jornalistas como as novas opções do setor ofensivo para a temporada.
Além de introduzir os dois novos atletas, o departamento de futebol aproveitou a data para celebrar a renovação de contrato de Erick Pulgar. O volante chileno também compareceu à sala de imprensa para formalizar a extensão do seu vínculo.
Durante o mesmo evento, Boto usou o meio-campista como exemplo para aconselhar Valencia e Freitas sobre a pressão no futebol brasileiro. O diretor pediu que os novatos tenham paciência com as análises da imprensa, lembrando que o próprio Pulgar “chegou como bagre” antes de se consolidar.


