O Corinthians voltou a conviver com um problema que já se tornou recorrente nos bastidores do clube. Os salários referentes ao mês de agosto ainda não foram pagos aos jogadores do elenco profissional masculino e aos integrantes da comissão técnica, aumentando a tensão justamente em uma semana decisiva da temporada.
Os vencimentos pelo regime CLT deveriam ter sido depositados até o quinto dia útil de setembro. O prazo terminou, porém os valores continuam pendentes. Até o momento, a diretoria comandada pelo presidente Osmar Stábile não apresentou uma nova previsão para a quitação.
O atraso está concentrado no futebol profissional. Funcionários das áreas administrativa e operacional que também são contratados pelo regime CLT receberam normalmente. A situação, portanto, expõe uma dificuldade específica do departamento que concentra os maiores compromissos financeiros do clube.
Além dos salários, existem outras pendências com os atletas. O Corinthians ainda precisa acertar aproximadamente R$ 40 milhões considerando o salário de agosto, um mês de direitos de imagem e premiações relacionadas a resultados e classificações. Uma parcela dos direitos de imagem havia sido quitada no fim de agosto, mas ainda existe outro período em aberto.
O problema também não é isolado. Este é o quarto atraso salarial do Corinthians em 2026, depois de episódios semelhantes registrados em abril, maio e julho.
O cenário econômico ajuda a explicar a pressão. O Timão encerrou o primeiro semestre com déficit de R$ 246 milhões, muito acima dos R$ 138 milhões previstos no orçamento. Além disso, o endividamento consolidado está estimado em cerca de R$ 2,8 bilhões.
Como se não bastasse, o clube está há 110 dias impedido de registrar reforços por três punições de transfer ban, relacionadas a débitos que somam aproximadamente R$ 21,5 milhões.


