quinta-feira, setembro 10, 2026
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Mudança na SAF do Botafogo depende de decisão nos bastidores

A definição do modelo jurídico nos bastidores é o principal obstáculo para a GDA Luma assumir oficialmente o controle da SAF do Botafogo. Embora um acordo vinculante assinado em junho já garanta a atuação de Gabriel de Alba como investidor, a transferência de 90% das ações segue pendente.

Conforme apuração divulgada pelo portal ‘GE’, o atraso na conclusão do negócio ocorre porque as equipes jurídicas ainda debatem o formato da operação. Advogados do Botafogo e do fundo de investimentos avaliam qual via corporativa é mais adequada.

A atual configuração societária começou a ser desenhada em julho, após uma movimentação do clube social. A agremiação acionou um bônus de subscrição estatutário, assumiu 51% do departamento de futebol e rebaixou a parceira Eagle Bidco para a condição de minoritária, restando com 49%.

Esse domínio acionário concedeu ao Botafogo a prerrogativa de executar o mecanismo de “drag along”. No meio corporativo, a ferramenta autoriza o dono da maior parte da empresa a exigir que o sócio menor venda suas cotas para um comprador determinado.

Se as partes optarem por esse caminho, a associação repassará sua fatia à GDA por um montante simbólico, justificado pelo alto endividamento. A Cork Gully, empresa que administra a Eagle, seria obrigada a liquidar sua porcentagem exatamente sob as mesmas regras.

A outra saída que está sobre a mesa de negociações é o simples aumento de capital. Nessa estrutura, a troca de comando dispensa a venda direta e acontece a partir de uma injeção de dinheiro novo nos cofres da operação alvinegra.

Com o aporte financeiro direto, novas cotas são emitidas proporcionalmente ao valor que foi investido. A execução dessa manobra faria Gabriel de Alba absorver os novos papéis, diluir a participação dos atuais sócios e consolidar o controle da companhia.

Enquanto os departamentos jurídicos não entram em acordo sobre a aplicação da venda forçada ou da injeção de recursos, a transição definitiva continua travada. O desfecho da compra também pode depender de trâmites internos do clube, já que o contrato talvez precise passar por aprovação dos sócios e conselheiros.