quinta-feira, setembro 10, 2026
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Abel é sincero sobre saída de Allan: “Não vou achar igual dentro do clube…”

A saída de Allan para o Manchester City ainda é um assunto presente no Palmeiras, principalmente quando a equipe precisa encontrar alternativas para furar defesas fechadas. Após a vitória por 1 a 0 sobre a LDU, na ida das quartas de final da Libertadores, Abel Ferreira foi questionado justamente sobre a falta de jogadores com a capacidade de drible que o jovem tinha no elenco.

Allan era uma das principais peças do Palmeiras antes da transferência para o futebol inglês. O jogador atuava principalmente como ala e se destacava pela capacidade de levar a bola para frente e criar situações de desequilíbrio individual. A negociação com o Manchester City foi fechada em valores que podem chegar a 40 milhões de euros (cerca de R$ 237 milhões), deixando uma lacuna no setor ofensivo alviverde.

Abel, porém, ressaltou que não é possível esperar que outros jogadores simplesmente reproduzam as características do antigo companheiro. Para o treinador, o caminho encontrado pelo Palmeiras precisa passar pela utilização das qualidades individuais de cada atleta e pela força do coletivo.

“Eu não posso pedir a jogadores que não têm drible que driblem. Cada jogador tem as suas características. Nós sabemos que na equipe temos o Ríos, que é um jogador que tem essa característica de drible. Temos o nosso Rocha, o nosso López. Se tu fores juntar todas as oportunidades que nós tivemos, quer em cruzamento pelo chão, quer pelo ar, quer em combinações interiores, quer na bola parada, o repertório da nossa equipe foi muito bom. Infelizmente, podíamos ter feito pelo menos mais um ou dois gols em função do volume que criamos”.

O português reforçou que a saída de Allan não significa que o Palmeiras precise encontrar dentro do próprio elenco um jogador exatamente igual. Abel destacou que existem diferentes funções dentro de uma equipe e o trabalho da comissão técnica é potencializar essas características, além de buscar soluções coletivas.

“Percebo perfeitamente a tua pergunta, mas o drible tem a ver com as características de cada jogador. Um jogador que é construtor, um jogador que é de profundidade, há jogadores que são de desequilíbrio, há jogadores que são de passe. Posso ensinar o jogador a evoluir e a perceber o jogo, mas não posso fazer de um jogador que não dribla ninguém alguém que passe a driblar de um dia para o outro. Por muito que queira, eu não vou arranjar nenhum ala dentro do clube igual ao Allan. É impossível. Agora temos que arranjar outras estratégias através do jogo coletivo, e acho que hoje tivemos um jogo coletivo formidável pelas oportunidades que criamos”.

A declaração acontece depois de uma partida em que o Palmeiras criou 21 finalizações, mas marcou apenas uma vez. Apesar do volume ofensivo, o time saiu do Nubank Parque com vantagem mínima para o duelo de volta, em Quito.