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3 jogos fora! Palmeiras considera punição de Abel como ‘desproporcional’

A decisão do STJD que ampliou a suspensão de Abel Ferreira para três jogos provocou forte reação nos bastidores do Palmeiras. A diretoria alviverde considera a punição exagerada e entende que o treinador recebeu um tratamento diferente de outros profissionais envolvidos em episódios disciplinares.

Segundo informações da ESPN Brasil, o clube passou a questionar internamente a chamada falta de isonomia no julgamento. Para os dirigentes, houve uma diferença considerável entre a punição aplicada ao português e decisões anteriores envolvendo outros técnicos.

Um dos exemplos citados pelo Palmeiras é Fernando Diniz, atualmente no Corinthians. O treinador já foi julgado por episódios envolvendo conduta inadequada, entre eles um tapa no braço de um jogador do Athletico-PR e reclamações direcionadas à arbitragem. Nos casos lembrados pelo clube paulista, Diniz acabou absolvido pelo tribunal.

A comparação é utilizada para questionar a decisão contra Abel. O Palmeiras entende que o chute em um microfone durante a partida contra o Mirassol não deveria resultar em uma suspensão tão pesada, especialmente porque o episódio não gerou punição durante a própria partida.

O clube também considera que o histórico de Abel acabou tendo peso excessivo no julgamento. Em abril deste ano, o treinador recebeu seis jogos de suspensão após duas expulsões. Na avaliação interna do Verdão, o tribunal estaria levando em consideração episódios anteriores para analisar uma nova ocorrência.

Outro argumento apresentado envolve a Conmebol. Em situação semelhante, quando Abel chutou um microfone durante um jogo contra o Cerro Porteño pela Libertadores, a entidade sul-americana aplicou uma advertência, multa e determinou o pagamento pelo equipamento.

Apesar da insatisfação com o STJD, a diretoria do Palmeiras não trata Abel Ferreira como vítima em todos os episódios. O comportamento do treinador também é alvo de cobranças internas, principalmente pelas reações impulsivas na área técnica.

O clube entende que Abel precisa controlar melhor esse tipo de atitude para evitar novos desfalques. O próprio treinador já reconheceu, em conversas internas e manifestações públicas, que precisa se policiar.

A diferença está na avaliação da pena aplicada pelo tribunal. Para o Palmeiras, cobrar o treinador é uma coisa, considerar a punição desproporcional é outra. Com três jogos de suspensão definidos, Abel ficará fora do Brasileirão e voltará justamente no clássico contra o Corinthians, em 11 de outubro.