O atacante Jeffinho vive uma boa fase na China, mas não esconde o desejo de retornar ao Botafogo no futuro. Emprestado ao Liaoning Tieren, onde soma dez gols em 22 jogos na temporada, o jogador abriu o jogo sobre a carreira em entrevista ao portal ‘GE’.
Ao avaliar sua trajetória recente, o atleta fez uma autocrítica objetiva sobre as próprias escolhas e o impacto de sua transferência. “Como tudo aconteceu tão rápido na minha vida, como dei um salto tão grande, acho que eu mudaria 20% do que eu fiz, sabe?”, refletiu.
O jogador admitiu que a saída precoce o impediu de ter uma contribuição técnica maior para o clube carioca. “Acho que eu seguraria mais um pouco para ter mais chances no Botafogo, para poder ajudar mais o Botafogo. Sinto que […] eu poderia ajudar bem mais e estar mais na história”, explicou.
Apesar de integrar o elenco que faturou os títulos de 2024, ele explicou que uma lesão prejudicou sua continuidade de jogos, isentando o clube de culpa. “Não foi por causa do treinador, da comissão ou do dirigente. Foi por coisa minha, a minha lesão”, pontuou o atacante.
Essa falta de minutagem nos gramados deixou um desejo esportivo ainda pendente na carreira do atleta, mesmo após as taças. “Eu respondi que queria ganhar uma Libertadores jogando pelo Botafogo (risos). Mas acho que faltou um pouquinho mesmo mostrar o que eu realmente sei”, revelou.
A ligação com o ambiente interno do time permanece forte mesmo à distância, fortalecida pelo trabalho da gestão atual nos bastidores. “Desde que a SAF chegou, o Botafogo ficou mais família. É uma família, todo mundo que passou lá de 2022 até agora é família”, destacou.
Com contrato definitivo com a equipe alvinegra garantido até dezembro de 2028, ele deixou claro que o clube sempre será prioridade. “Eu nunca vou dispensar jogar no Botafogo. […] E se eu tiver a oportunidade de voltar para o Botafogo, eu vou voltar para o Botafogo”, cravou.


