Flamengo: atitude de BAP gera revolta na torcida do Fluminense

A morte de Paulo Angioni, aos 80 anos, reuniu nomes importantes do futebol brasileiro no último fim de semana. O ex-dirigente, que teve passagens por clubes como Fluminense e Flamengo, foi velado no domingo (13), na sede do Tricolor, em um momento marcado pela presença de representantes de diferentes clubes.

Entre eles estava Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo. O dirigente compareceu ao velório usando um casaco branco do Mais Querido, semelhante ao modelo da terceira camisa utilizada pelo clube, e a escolha da roupa provocou revolta entre torcedores do Fluminense nas redes sociais.

A reação ganhou força porque o estatuto do Fluminense não permite o uso de roupas de clubes adversários dentro de sua sede. Para parte da torcida, a decisão de Bap foi vista como uma provocação justamente durante a despedida de Angioni, que também trabalhou no Flamengo.

— Que instituição desgraçada é o Flamengo. Nem em um velório os caras conseguem ser decentes. O representante da instituição vai com um casaco branco apenas para mostrar o escudo, dentro do Fluminense, onde ninguém está sequer usando algo do clube. Deploráveis. Pequenos — escreveu um torcedor nas redes sociais.

Outros tricolores classificaram a atitude como “falta de respeito” e criticaram a presença do escudo rubro-negro no local.

Por outro lado, a postura também recebeu defesa de torcedores do Flamengo. Para esse grupo, Bap teria usado a peça justamente para representar o clube no adeus a Angioni, que foi dirigente rubro-negro nos anos 1990.

A própria fala do presidente reforçou o tom de homenagem durante o velório. Em entrevista à FluminenseTV, Bap se emocionou ao lembrar do ex-dirigente e afirmou que, naquele momento, a rivalidade entre os clubes deveria ficar de lado.

— É um momento muito difícil. Hoje não tem Flamengo, não tem Fluminense, não tem Vasco, não tem Palmeiras, não tem nada. Hoje é todo mundo Paulo. Que ele siga o caminho de luz.