O fim da parceria entre Galvão Bueno e Amazon terminou com um acordo milionário e encerrou uma negociação que vinha se arrastando nos bastidores. O narrador recebeu R$ 5 milhões para antecipar o encerramento de um contrato que, originalmente, seguiria até dezembro de 2027.
O valor chama atenção principalmente porque a multa prevista no vínculo era bem maior. Em caso de rompimento unilateral, o contrato estabelecia uma indenização de R$ 17 milhões. No entanto, as duas partes preferiram chegar a um entendimento para evitar uma disputa judicial prolongada.
A negociação teve momentos de forte divergência. Inicialmente, a Amazon teria oferecido R$ 1 milhão para finalizar o compromisso. A proposta não foi aceita pelo estafe do narrador, que apresentou uma contraproposta de R$ 7 milhões. Depois de novas conversas, chegou-se ao valor de R$ 5 milhões.
Uma saída que surpreendeu até nos bastidores
A decisão da Amazon também provocou questionamentos porque Galvão continuava sendo um dos principais nomes esportivos da plataforma. Embora parte do público tenha feito críticas ao estilo das transmissões, as partidas narradas pelo veterano registraram resultados expressivos.
O clássico entre Flamengo e Vasco em 2025, por exemplo, alcançou o maior número de visualizações da história do Prime Video no Brasil. Ainda assim, a empresa decidiu reformular sua estratégia para o futebol.
Além da repercussão nas redes sociais, pesou uma mudança na estrutura internacional da Amazon. O setor esportivo da América Latina passou a responder diretamente ao comando global do Prime Video, na Inglaterra. A orientação, nesse novo cenário, foi alterar o formato adotado nas transmissões.
Galvão havia chegado ao projeto no fim de 2024 como a principal estrela esportiva da plataforma. Sua presença representava uma aposta clara na força de um dos narradores mais conhecidos do país para ampliar o alcance do futebol no streaming.


