Wallace Yan é punido pelo STJD

O atacante Wallace Yan, do Bragantino, foi punido com um jogo de suspensão e desfalcará a equipe paulista em seu próximo compromisso. A sanção imposta pelo tribunal será cumprida por meio da suspensão automática gerada pelo cartão vermelho.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (17) pela Sétima Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que atuou como fonte avaliadora do caso. Como o julgamento ocorreu em primeira instância, o clube ainda pode apresentar recurso ao Pleno do tribunal.

O processo avaliou a expulsão direta do camisa 47 no último dia 12 de setembro. O lance aconteceu aos 43 minutos do primeiro tempo, no confronto contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, válido pela 27ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Na súmula da partida, a arbitragem justificou o cartão vermelho apontando uma conduta violenta. O documento oficial relatou que o jogador do Bragantino acertou um tapa no rosto do adversário botafoguense, Ferraresi.

Apesar do relato de campo, a Procuradoria do STJD, representada em sessão pela procuradora Ana Júlia Piacente, fez uma interpretação mais branda do caso. O órgão decidiu desqualificar a denúncia inicial de conduta violenta.

O atleta acabou sendo enquadrado no artigo 250 do código desportivo, que pune a prática de ato desleal ou hostil. A mudança de artigo foi justificada pelo fato de o tapa não ter causado lesão, não ter exigido atendimento médico e não apresentar alta intensidade.

Durante a audiência, Wallace Yan prestou depoimento e afirmou que o choque aconteceu porque ele conduzia a bola enquanto olhava para um companheiro. Segundo ele, o defensor rival parou repentinamente na sua frente para bloquear a corrida.

“Nisso, eu tento só tirar ele pra gente não se chocar feio, com movimento de desviar dele, em nenhum momento tentar agredir ele”, relatou o jogador aos auditores, garantindo não ter havido intenção de machucar.

A defesa do atleta, conduzida pelo advogado Guilherme Cônsul Chaves, concordou com o abrandamento da denúncia, mas pediu a absolvição total alegando ausência de hostilidade. “É um lance muito rápido. (…) É muito claro que o Wallace jamais olha pro seu adversário”, argumentou.

O veredito final foi definido com os votos divididos. O relator Marco Antônio Souto Maior sugeriu converter a pena em advertência, enquanto dois auditores votaram pela absolvição. No entanto, a suspensão de uma partida prevaleceu com os votos da auditora Marina Volpato e do presidente da comissão, Mateus Resende Vilela.