O Vasco respondeu judicialmente a uma acusação apresentada pelo Flamengo sobre o estado do gramado do Maracanã. Na ação, o time rubro-negro alegou que o campo ficou repleto de buracos após um duelo vascaíno contra o Palmeiras. A discussão jurídica ganhou força porque o clube de São Januário busca liberar o estádio para o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana.
A definição do palco virou necessidade por causa das regras do torneio continental. A Conmebol exige capacidade mínima de 30 mil espectadores para a etapa semifinal. Como o estádio de São Januário possui pouco menos de 22 mil lugares, o time carioca não pode mandar a partida decisiva em sua casa tradicional.
Na contestação anexada ao processo no Rio de Janeiro, o Vasco apontou o excesso de partidas dos rivais na época do confronto citado e desqualificou o laudo apresentado pelo rival.
“Os danos no gramado não são oriundos de Vasco x Palmeiras, principalmente em um contexto de ser fato público e notório até os dias atuais questionamentos acerca da qualidade do gramado do Maracanã, a existência de nove partidas já agendadas para o mesmo mês de abril e a realização reiterada de jogos em dia consecutivos pelos próprios Flamengo e Fluminense.”.
O litígio judicial teve início em 2023, quando a diretoria cruz-maltina obteve liminar para enfrentar o Palmeiras no Maracanã. O processo continuou tramitando para buscar igualdade comercial com os administradores. No dia 18 de agosto, a juíza Lorena Dutra publicou decisão reconhecendo a necessidade do clube mandante, a alta procura por ingressos e a preservação do calendário esportivo.
A Conmebol também indicou apoio ao planejamento vascaíno e deseja ver o confronto decisivo no principal palco carioca. A confederação sul-americana pode dialogar com o Consórcio Fla-Flu para facilitar a utilização das dependências esportivas pelo clube mandante na disputa continental.
As conversas com os administradores do estádio definirão as condições comerciais e a autorização final para o evento internacional. A diretoria do Vasco mantém as tratativas institucionais para formalizar o Maracanã e cumprir os requisitos de público exigidos pela entidade organizadora.


