Santos se livra de cobrança de R$ 4 milhões

O Santos não terá mais de enfrentar na Justiça uma cobrança de aproximadamente R$ 4 milhões relacionada à transferência de Soteldo para o Fluminense. Os empresários do atacante venezuelano, por meio da empresa Secasport, desistiram da ação movida contra o clube meses após o negócio.

A disputa teve origem nas condições impostas para a saída do jogador da Vila Belmiro. Os representantes de Soteldo alegavam que foram pressionados pelo Santos a abrir mão de valores que tinham a receber para que o clube autorizasse a transferência ao Fluminense.

A ação havia sido apresentada em janeiro e reunia diferentes valores. Segundo os documentos obtidos pela ESPN, existia uma dívida de R$ 515 mil em discussão na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), além de parcelas relacionadas a uma comissão que chegavam a R$ 3,8 milhões. Também havia R$ 960 mil referentes ao distrato.

Na versão apresentada pela Secasport à Justiça, o Santos condicionou a liberação de Soteldo à renúncia desses créditos. A empresa afirmou que ficou diante da possibilidade de abrir mão dos valores ou impedir a transferência do atacante, o que poderia aumentar o prejuízo financeiro em um momento de vulnerabilidade econômica.

Os empresários também alegaram que, após a renúncia, o Santos não teria cumprido outra obrigação relacionada ao negócio. Segundo a empresa, havia um acordo verbal para o repasse de 5% do valor da transferência, que não teria sido realizado pelo clube.

Soteldo deixou o Santos em junho do ano passado e foi vendido ao Fluminense por US$ 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões na cotação da época). O Peixe negociou 50% dos direitos econômicos do venezuelano, enquanto os outros 50% permaneceram divididos entre Santos e Tigres, do México.

Apesar das acusações feitas no processo, a Secasport informou neste mês que não pretende mais prosseguir com a ação. Com a desistência, o Santos deixa de enfrentar a cobrança judicial de cerca de R$ 4 milhões apresentada pelos representantes do atacante.