Corinthians: saiba sobre a Assembleia que altera o estatuto

O processo de reforma estatutária no Corinthians sofreu um novo bloqueio na Justiça. Pela quarta vez, a Assembleia Geral Extraordinária que votaria as mudanças nas regras do clube acabou suspensa. O encontro decisivo dos associados estava marcado para este sábado (19).

A paralisação foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O desembargador Maurício Campos da Silva Velho atendeu a um pedido de liminar feito por três conselheiros vitalícios da instituição: Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger.

O grupo que acionou a Justiça alega que a tramitação da reforma desrespeitou normas internas. A principal queixa envolve o artigo 97 do estatuto, argumentando que a atribuição do Conselho de Orientação de propor essas alterações não foi cumprida corretamente pelos organizadores.

Há também questionamentos sobre a validade dos 11 temas que seriam votados pelos sócios. O recurso judicial ressalta que o texto-base desse anteprojeto já tinha sido reprovado durante uma reunião do Conselho Deliberativo no dia 4 de maio.

O relator do caso no tribunal justificou a decisão apontando o risco de danos graves. Ele avaliou que as novas diretrizes afetam diretamente a eleição de 2026 e o direito de voto. Se a votação ocorresse e o estatuto fosse anulado depois, o cenário traria consequências difíceis de reverter.

Essa liminar impede qualquer avanço no tema dentro do Parque São Jorge no momento. A realização da assembleia e a implementação das mudanças ficam barradas até que a apelação passe por um julgamento definitivo ou surja uma nova deliberação judicial.

O Corinthians se pronunciou oficialmente por meio de Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo. A nota comunicou o cancelamento do evento e confirmou o acatamento da ordem, afirmando que o clube “lamenta mais uma vez a protelação da Reforma Estatutária, assegurando que cumprirá a decisão judicial”.