“Eu sou o dono”: a declaração de John Textor direcionada ao Botafogo

John Textor foi direto em relação ao seu papel no comando da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. O empresário norte-americano reforçou que o atual imbróglio jurídico não altera sua condição de controlador do departamento alvinegro. “Eu sou o dono. Esta é uma briga de família entre mim e a Eagle”, declarou.

A afirmação ocorreu no último sábado (19), durante a Libertadores Experience, evento da Conmebol na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao conversar com o portal ‘GE’, o executivo explicou que o repasse de suas ações para a empresa Eagle não possui validade legal, sustentando a manutenção da sua posse.

Segundo o investidor, o documento de venda carece de efeito prático, independentemente da jurisdição. Ele esclareceu que a negociação original foi firmada nos Estados Unidos e, portanto, é considerada nula tanto nas cortes do país norte-americano quanto nos tribunais do território brasileiro.

Apesar da confiança em uma vitória judicial, o empresário reconhece que a resolução definitiva do caso exigirá paciência. O processo pode ultrapassar as esferas do Rio de Janeiro e chegar às instâncias superiores em Brasília. Ele admite grande frustração por estar afastado da rotina diária da instituição esportiva.

O gestor avalia que o litígio atual vai muito além dos interesses do Botafogo e representa um teste real para o mercado esportivo nacional. Para ele, a insegurança gerada pelo conflito afasta o capital estrangeiro e ameaça o modelo corporativo financeiro estabelecido pela recente Lei da SAF no país.

O norte-americano defende que o Brasil precisa incentivar a injeção de recursos externos para fortalecer o futebol nacional a longo prazo. Ele argumenta que o esporte deve ser blindado contra a interferência política e as amarras burocráticas dos antigos formatos associativos que comandavam as equipes historicamente.

Como recado à associação que assumiu o controle majoritário interino nos bastidores, Textor exigiu foco total nos resultados de campo. “Não acho que os clubes sociais devam se aproveitar da situação de forma oportunista. É hora de voltarmos ao caminho dos títulos, precisamos ser campeões”, declarou.