As mudanças no futebol brasileiro para as próximas temporadas continuam em discussão entre os clubes e a CBF. Depois de aprovar alterações como a redução gradual do limite de estrangeiros, os dirigentes também deixaram outras propostas para serem analisadas em uma nova reunião do Conselho Técnico.
Entre os temas que devem voltar à mesa está o fim do limite de 12 partidas para que um jogador possa trocar de clube durante o Campeonato Brasileiro. A proposta é eliminar essa restrição e dar mais liberdade aos clubes no mercado durante a temporada.
A mudança ganhou força após a ampliação do limite para 12 partidas em 2026. Até a temporada passada, um jogador que tivesse entrado em campo seis vezes pelo clube de origem já ficava impedido de defender outra equipe na mesma edição do Brasileirão.
A discussão, portanto, pode alterar novamente a dinâmica das negociações durante a principal competição nacional. Com o fim da trava, clubes teriam maior liberdade para contratar jogadores que já participaram de uma parcela significativa do campeonato por outra equipe, aumentando também as possibilidades de mudança para atletas durante a competição.
O votação e aprovação sobre o limite de transferências ainda não foi realizada. Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina, foi quem revelou os temas após a reunião realizada nesta semana.
Polêmica sobre estrangeiros
O encontro realizado entre clubes e CBF tratou também sobre o tema dos estrangeiros em ação no futebol brasileiro, e o assunto, inclusive, gerou polêmica. Foi aprovada uma redução gradual no limite permitido de atletas de outras nacionalidades em campo, e a nova determinação vai afetar muitos clubes.
Atualmente, as equipes podem relacionar para a mesma partida, simultaneamente, nove jogadores estrangeiros. A alteração prevê que, a partir de 2027, esse número caia para oito e, até 2030, apenas cinco.
Dentro do elenco, vale citar, cada clube pode ter quantos estrangeiros quiser, desde que os listados na súmula sigam a nova quantidade permitida pelo regulamento. A justificativa giraria em torno de uma necessidade de fomentar o desenvolvimento de jovens jogadores brasileiros.
No entanto, a diminuição de estrangeiros rendeu inúmeras críticas. Torcedores e jornalistas, através das redes sociais, criticaram veementemente a medida. Entre as muitas reclamações estão a queda de qualidade do futebol e, consequentemente, no produto oferecido pelo Campeonato Brasileiro.


