O Santos se manifestou após as críticas do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, que cobrou dívidas do Peixe e do Corinthians durante entrevista à ESPN. O dirigente questionou a falta de punições mais rigorosas para clubes inadimplentes e chegou a utilizar a expressão “estelionato esportivo” ao comentar a situação do Vasco. No caso do Alvinegro Praiano, a cobrança envolve R$ 18,6 milhões referentes à contratação do zagueiro Joaquim.
Durante a entrevista, Dresch relembrou a negociação de Raniele com o Corinthians, em 2024, e criticou a contratação e a renovação de Memphis Depay. Segundo o dirigente, as dívidas de outros clubes prejudicaram o fluxo de caixa do Cuiabá, que atualmente enfrenta um transfer ban. Ele afirmou que a equipe teria condições financeiras diferentes caso recebesse parte dos R$ 43 milhões que diz ter a receber.
“Esse problema existe porque vivemos num mercado sem regulação e sem punição. O transfer ban hoje está se mostrando insuficiente. Precisa ter perda de pontos. O Corinthians, se tivesse ameaçado de perder três pontos, esse dinheiro já teria saído de algum lugar. O Santos também. O Vasco vai permanecer na Série A através de um estelionato esportivo. É ruim para clubes como Mirassol, como o Remo, que está com tudo em dia e está ameaçado de cair”.
Diante da repercussão, o Santos respondeu por meio de um comunicado oficial. O clube afirmou que as obrigações envolvendo o Cuiabá, contraídas em 2023, estão sendo tratadas nos fóruns institucionais competentes. Além disso, ressaltou que a exposição pública do caso não contribui para uma solução, uma vez que não altera os procedimentos legais relacionados à dívida.
Na nota, o Peixe reafirmou seu compromisso com o cumprimento das obrigações financeiras e defendeu a preservação das relações institucionais entre os clubes. A diretoria também destacou que busca resolver suas pendências dentro dos prazos e processos previstos em seu planejamento, seguindo os princípios de responsabilidade e equilíbrio estabelecidos pelo fair play financeiro da CBF.
O Santos ainda argumentou que o endividamento entre clubes representa um problema estrutural do futebol brasileiro. Segundo o comunicado, o Alvinegro iniciou 2026 com aproximadamente R$ 170 milhões a receber de outras equipes.


