A atualização do site oficial do Orkut reacendeu a expectativa sobre o futuro da rede social. A página, mantida pela empresa americana Orkut Inc. no endereço orkut.com, exibia uma contagem regressiva que se encerrou às 10h (horário de Brasília) desta quinta-feira (08 de outubro). Em vez de liberar o relançamento da antiga plataforma com funções práticas ou jogos clássicos, o fim do cronômetro revelou uma carta aberta do fundador, o engenheiro de software turco Orkut Büyükkökten, além de uma petição online.
Em sua mensagem, escrita em primeira pessoa, Büyükkökten critica o modelo atual das redes sociais. O fundador questiona o foco excessivo dos algoritmos na retenção de atenção, no engajamento, na busca por métricas e na polarização. Ele argumenta que plataformas voltadas à competição por “tempo de tela” e vendas para anunciantes deixaram uma geração de jovens viciada, dividida, solitária e ansiosa.
A publicação também destaca o impacto negativo da inteligência artificial (IA) e da presença de conteúdos sintéticos, deepfakes, bots e agentes autônomos fora de controle, que desgastam a certeza de interações entre pessoas reais.
Diante desse cenário, Büyükkökten defende a criação de um ambiente focado em comunidades. Ele relembra grupos temáticos da rede original, como pessoas que pegavam a mesma linha de ônibus ou a famosa “Eu Odeio Acordar Cedo”, afirmando que “num feed, você é plateia, numa comunidade, você é membro”.
A proposta prevê o uso da IA apenas para aproximar e aprofundar amizades entre humanos reais, com base em três pilares: conhecer novos amigos, reencontrar antigos e ser amigos melhores.
A iniciativa convida o público a assinar um manifesto intitulado “Por uma internet mais humana” para demonstrar interesse no desenvolvimento de uma nova rede.
O site exibe um contador de assinaturas e um mapa indicando os 10 países com maior participação proporcional. A empresa não solicita doações ou pagamentos.


