A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação contra um suposto esquema de cambismo digital envolvendo a venda de ingressos para jogos do Palmeiras. A investigação começou após a presidente Leila Pereira solicitar a abertura de um inquérito, motivada por irregularidades identificadas em uma auditoria interna do clube. A ação busca esclarecer como grupos investigados conseguiam adquirir grandes quantidades de entradas e revendê-las por valores superiores aos preços oficiais.
De acordo com as informações divulgadas pelo ge, os suspeitos utilizavam ferramentas automatizadas, conhecidas como robôs ou bots, para realizar compras em massa no sistema de bilheteria. A prática provocava o esgotamento acelerado dos ingressos e dificultava o acesso dos torcedores que tentavam comprar pelos canais oficiais. Posteriormente, as entradas seriam oferecidas em plataformas não autorizadas, com preços significativamente maiores.
Outro ponto investigado envolve possíveis fraudes no sistema de reconhecimento facial utilizado para controlar o acesso ao estádio do Palmeiras. A polícia identificou indícios de utilização indevida de dados e cadastros de torcedores para tentar contornar os mecanismos de segurança. A suspeita é de que essas informações fossem empregadas para viabilizar a comercialização irregular de ingressos, comprometendo os procedimentos estabelecidos pelo clube.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), responsável pelo cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram na capital paulista, na região metropolitana e em cidades do interior do estado. Durante as buscas, os policiais recolheram celulares, notebooks e documentos contendo anotações e registros de torcedores que poderão ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema.
Em um dos endereços investigados, a polícia também encontrou uma arma de fogo com a numeração raspada e munições de diferentes calibres, incluindo munição de fuzil. A descoberta resultou na prisão em flagrante de um dos suspeitos. O material foi apreendido e deverá passar por análise para auxiliar nas investigações, tanto em relação ao armamento quanto às possíveis atividades ilegais envolvendo a comercialização de ingressos.
Agora, os investigadores trabalham para identificar a extensão das fraudes e a eventual participação de outras pessoas no esquema. Os equipamentos eletrônicos e documentos recolhidos serão examinados para rastrear movimentações e esclarecer a utilização dos cadastros.


