A cantora Anitta utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (9) para declarar voto e apoio público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para o dia 25 de outubro. A gravação foi publicada após a artista receber cobranças de fãs por um posicionamento direto.
Inicialmente, na última quarta-feira (7), ela havia dito que não gravaria um vídeo de endosso, alegando que haveria formas mais eficazes de virar votos e que o material poderia ser usado por apoiadores do candidato rival, Flávio Bolsonaro (PL). Porém, a cantora voltou atrás em sua decisão.
No vídeo, Anitta fez duras críticas ao bolsonarismo, afirmando que não considera o movimento parte da direita. Para a cantora, figuras como Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e José Serra representavam a direita tradicional, período em que os opositores disputavam eleições no campo democrático, aceitavam os resultados das urnas, respeitavam a Constituição e não promoviam o discurso de ódio nem incitavam golpes de Estado.
Ela acusou o bolsonarismo de estimular a intolerância, a radicalização política, a divisão entre os brasileiros e a idolatria aos Estados Unidos. Além disso, a artista classificou como um dos pontos mais graves a mistura entre religião e política.
A cantora também admitiu que cometeu um erro de avaliação em relação ao pleito no primeiro turno. Ela declarou ter sido ingênua ao acreditar em uma vitória de Lula na primeira etapa e reconheceu ter errado ao considerar que a maioria do país não daria mais credibilidade ao bolsonarismo em 2026.
“O fato de você enxergar as problemáticas políticas em torno do Lula, que não podem ser ignoradas, não pode apagar os benefícios que os projetos dele trouxeram e ainda trazem há anos para tantas pessoas necessitadas. Tanta gente que saiu da miséria. São milhões de relatos aqui na internet, não é difícil de achar. Confesso que esse ano eu fui bem ingênua, estava convencida de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível, em 2026, a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo. Mas eu estava errada. É importante a gente reconhecer e descer do salto”, disse a cantora.
A direita, na minha opinião, era Fernando Henrique Cardoso, Alckmin, Serra. Nessa época, direita e esquerda disputavam e, no fim, cada um aceitava o resultado das votações, parabenizava educadamente seu opositor e vida que segue. Isso é política. Ninguém acusava fraude das urnas sem prova, ninguém incitava quebra e golpe de estado caso perdesse, o candidato aceitava as regras do jogo, mais conhecida como constituição, e pronto. E o mais importante, ninguém promovia o discurso de ódio”, completou ela.


