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Esposa de Lito Sousa dá forte declaração: “Tenho duas opções”

A família de Lito Sousa segue em busca alternativas para lidar com o avanço da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurológica rara, degenerativa e ainda sem cura. Uma das possibilidades seria incluir o piloto, de 59 anos, em um dos dois estudos clínicos que testam tratamentos experimentais. No entanto, segundo Mila Seidl, mulher de Lito, nenhuma das pesquisas está recrutando novos participantes atualmente.

Com o diagnóstico ainda causando muitas dúvidas em seguidores e fãs, Mila Seidl explicou à Folha de S. Paulo que a confirmação do quadro veio após a realização de exames laboratoriais e de uma ressonância magnética. Ela também rebateu parte dos questionamentos feitos sobre a precisão do resultado da doença.

Mila explicou que Lito realizou uma ressonância magnética com laudo e passou pelo exame RT-QuIC, cujo resultado demorou duas semanas e meia. A única avaliação que não foi realizada foi a biópsia cerebral, procedimento que, segundo a empresária, atualmente deixou de ser utilizado.

“Tem muita gente questionando se o diagnóstico está certo. Sim, está. Não tem como trabalhar com suposições. Ele tem o exame de ressonância magnética laudado e o RT-QuIC. A resposta levou duas semanas e meia. O único exame que a gente não fez foi a biópsia cerebral, porque hoje em dia não se usa mais”, contou à revista.

O RT-QuIC é um exame feito a partir do líquor para identificar a presença de proteínas priônicas anormais. Por isso, tornou-se um dos principais recursos laboratoriais utilizados para auxiliar na identificação da Doença de Creutzfeldt-Jakob, especialmente em fases iniciais.

Condições de Lito Sousa

A rotina do influenciador foi rapidamente afetada pela evolução da doença, que lhe tirou parte da mobilidade. Segundo Mila, ele consegue caminhar apenas entre 10 e 15 metros e precisa de ajuda nesse deslocamento. Junto à perda de equilíbrio, Lito apresenta dificuldade para sustentar o próprio tronco e costuma necessitar do apoio de duas pessoas.

Lito também não consegue mais realizar tarefas básicas sozinho, como se alimentar e tomar banho. Apesar das limitações físicas, a lucidez permanece preservada, algo que Mila considera difícil de explicar diante do quadro. Isso porque a manifestação foge do padrão mais comum da Doença de Creutzfeldt-Jakob, que costuma apresentar alterações cognitivas e comportamentais logo no início. No caso do piloto, entretanto, a evolução tem características consideradas atípicas.

Dificuldade no diagnóstico

A Doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade rara e, na maioria das vezes, surge sem que seja possível apontar uma causa específica. Estudos indicam que aproximadamente 85% dos casos são classificados como esporádicos. Já as versões hereditária e adquirida representam uma parcela menor das ocorrências.

A dificuldade aumenta porque os primeiros sinais podem assumir diferentes formas e se parecer com manifestações de outras doenças, segundo a professora de Biomedicina Alice Del Colletto. Para chegar ao diagnóstico, os médicos recorrem a exames como a ressonância magnética do cérebro, o eletroencefalograma e a análise do líquido cefalorraquidiano.

“O diagnóstico exige uma investigação neurológica cuidadosa. Atualmente, testes mais específicos, como o RT-QuIC, podem auxiliar na identificação de alterações relacionadas aos príons e aumentar a precisão diagnóstica”, disse a professora à CNN.