A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu agir após a vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre a Escócia, pela fase de grupos da Copa do Mundo. Apesar do resultado positivo, a entidade demonstrou insatisfação com a arbitragem por causa do gol anulado de Vinícius Júnior e formalizou um protesto junto à Fifa.
O lance ocorreu ainda no primeiro tempo, quando Vinícius Júnior desarmou o zagueiro Jack Hendry, avançou até a área e marcou o segundo gol brasileiro. Inicialmente validado pelo árbitro mexicano César Ramos, o gol acabou sendo anulado após recomendação do VAR. A arbitragem entendeu que houve falta do atacante brasileiro na origem da jogada.
Diante da decisão, a CBF encaminhou um documento ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, contestando a utilização do árbitro de vídeo. Segundo a entidade, o protocolo prevê intervenção apenas em casos de erro claro e manifesto, entendimento que, na avaliação da confederação, não se aplicava ao lance envolvendo Vinícius Júnior.
No ofício enviado à Fifa, a CBF também relembrou um episódio da Copa do Mundo de 2018. A entidade citou a partida entre Brasil e Suíça, apitada pelo mesmo César Ramos, quando o gol de empate dos suíços foi validado apesar da reclamação brasileira por uma suposta falta sobre o zagueiro Miranda.
O documento faz questão de destacar que o árbitro mexicano possui experiência internacional, mas reforça a discordância da entidade em relação à condução do lance envolvendo Vinícius Júnior. Além disso, a CBF solicitou que César Ramos não seja escalado para futuras partidas da Seleção Brasileira durante a competição.


