O Campeonato Brasileiro de 2026 vem sendo marcado por uma verdadeira dança das cadeiras nos bancos de reservas. A troca de treinadores se tornou uma constante ao longo da competição, com clubes apostando em mudanças para tentar corrigir a rota antes que os problemas se transformem em crises ainda maiores.
Com a saída de Luís Castro do Grêmio, anunciada neste domingo (13), o Brasileirão chegou à marca de 16 técnicos demitidos na temporada. O número chama atenção principalmente pela velocidade com que as mudanças aconteceram: algumas equipes sequer conseguiram manter o mesmo comandante durante uma parte significativa do campeonato.
A instabilidade começou ainda antes de a disputa ganhar ritmo. Fernando Diniz deixou o Vasco em fevereiro, e outras quedas importantes aconteceram nas semanas seguintes, como as de Filipe Luís, no Flamengo, Hernán Crespo, no São Paulo, e Tite, no Cruzeiro. Em comum, os trabalhos não resistiram à pressão por resultados logo no início do ano.
A situação também mostra como a troca de treinador deixou de ser uma exclusividade dos clubes que brigam na parte de baixo da tabela. Times considerados candidatos a títulos ou a campanhas mais tranquilas também recorreram à mudança de comando. O Flamengo, por exemplo, demitiu Filipe Luís ainda em março, enquanto o São Paulo passou por duas trocas durante a temporada.
Alguns clubes, inclusive, entraram em um ciclo ainda mais intenso. Vasco, Botafogo, São Paulo e Chapecoense já trocaram de treinador duas vezes. O caso do Grêmio é mais recente: Luís Castro foi desligado após a derrota por 2 a 1 para o Vasco, em Porto Alegre, resultado que aumentou a pressão sobre o trabalho.
Outro ponto que chama atenção é o calendário. Com Brasileirão, Copa do Brasil, competições continentais e estaduais disputados praticamente ao mesmo tempo, os treinadores convivem com uma cobrança constante. Uma sequência ruim pode ser suficiente para derrubar um trabalho que, semanas antes, parecia consolidado.
A tendência é que a dança das cadeiras continue até o fim da temporada. Com muitas rodadas ainda pela frente e objetivos diferentes em disputa, os clubes seguem buscando respostas rápidas — e, no futebol brasileiro, muitas vezes a primeira delas aparece justamente na troca do comandante.
Confira a lista dos técnicos que já foram demitidos no Brasileirão em 2026:
- Fernando Diniz — Vasco (22 de fevereiro)
- Juan Carlos Osorio — Remo (1º de março)
- Filipe Luís — Flamengo (3 de março)
- Hernán Crespo — São Paulo (9 de março)
- Tite — Cruzeiro (16 de março)
- Juan Pablo Vojvoda — Santos (19 de março)
- Martín Anselmi — Botafogo (22 de março)
- Gilmar Dal Pozzo — Chapecoense (3 de abril)
- Dorival Júnior — Corinthians (5 de abril)
- Roger Machado — São Paulo (13 de maio)
- Fábio Matias — Chapecoense (25 de maio)
- Renato Gaúcho — Vasco (18 de junho)
- Luis Zubeldía — Fluminense (13 de agosto)
- Franclim Carvalho — Botafogo (18 de agosto)
- Luís Castro — Grêmio (13 de setembro)


