Lionel Messi deixou o Barcelona em 2021, mas a possibilidade de uma despedida oficial diante da torcida catalã continua gerando discussões nos bastidores do clube. Desta vez, o debate ganhou um novo capítulo após declarações de Joan Gaspart, ex-presidente da equipe, que questionou a postura do argentino em meio ao impasse envolvendo o atual mandatário, Joan Laporta.
Em participação no podcast “Solo Para Culés”, Gaspart defendeu que uma eventual homenagem ao camisa 10 não deve depender de quem ocupa a presidência do Barcelona. O ex-dirigente afirmou que o clube está acima de qualquer jogador e criticou a possibilidade de Messi condicionar sua despedida à saída de Laporta.
— Ele precisa tomar cuidado. O Barcelona está acima dele.
O ex-presidente também questionou diretamente a postura do craque ao comentar o assunto. “Quem ele pensa que é?”, disparou, em referência à discussão sobre o reencontro do argentino com os torcedores no Camp Nou.
Apesar do tom das críticas, Gaspart ressaltou que mantém uma relação afetiva com Messi. O ex-dirigente estava à frente do Barcelona em 2000, quando o jogador chegou à Espanha, aos 13 anos, para integrar as categorias de base. Segundo ele, a cobrança não diminui a importância do atacante para a história do clube.
— Digo isso pelo carinho histórico que tenho por um jogador que contratei quando ele tinha 13 anos e eu era presidente do Barça.
Gaspart afirmou ainda que não participaria de uma eventual cerimônia caso o argentino decidisse retornar apenas depois de uma mudança na presidência. Para o ex-mandatário, a homenagem deve ser organizada em função da história do jogador com a instituição, e não das relações com os dirigentes.
— Independentemente de quem seja o presidente, que ele venha se despedir do Barcelona.
— Se Leo Messi vier se despedir e não vier porque Laporta é o presidente, mas aparecer no dia em que Laporta não estiver mais lá, eu não iria a essa homenagem.
Messi encerrou sua trajetória no Barcelona em 2021, após mais de duas décadas no clube. Na ocasião, os problemas financeiros da equipe impediram a renovação do contrato. Maior artilheiro da história do time catalão, o argentino conquistou 35 títulos pela equipe principal, incluindo quatro Ligas dos Campeões e dez Campeonatos Espanhóis.


