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Botafogo pode processar Dínamo Moscou após caso Matheus Martins

O que parecia ser uma transferência encaminhada terminou em uma situação que pode parar nos tribunais. O Botafogo avalia tomar medidas legais contra o Dínamo Moscou após o clube russo desistir da contratação de Matheus Martins, mesmo depois de o negócio estar alinhado em 7 milhões de euros, aproximadamente R$ 42,4 milhões.

A reviravolta aconteceu depois de o atacante realizar exames médicos na Rússia. O Dínamo alegou que o jogador não foi aprovado nos testes, justificativa que provocou forte reação no Botafogo. Internamente, o clube brasileiro questiona o diagnóstico e entende que a maneira como o episódio foi conduzido trouxe prejuízos esportivos e financeiros.

Um dos pontos analisados pelo departamento jurídico envolve a utilização da imagem de Matheus Martins antes da conclusão definitiva do negócio. O jogador foi recebido em Moscou, apareceu em registros da chegada ao país e teve sua presença explorada publicamente durante o processo de negociação.

Além disso, existe uma preocupação com a possível desvalorização do atleta. Matheus vinha atuando normalmente pelo Botafogo e acumulava 38 partidas na temporada. Por isso, a reprovação nos exames pode transmitir ao mercado internacional a impressão de que existe um problema físico relevante ou recorrente, algo que o clube e o jogador contestam.

A situação ganhou ainda mais repercussão porque um episódio semelhante envolveu Gonzalo Plata, do Flamengo. O atacante também viajou para a Rússia, participou da recepção preparada pelo Dínamo e acabou tendo sua contratação interrompida após os exames médicos.

Dois casos, uma mesma resposta

A coincidência entre as negociações aumentou a desconfiança dos clubes brasileiros. O Dínamo afirmou que a decisão esteve relacionada aos interesses de longo prazo da instituição, mas a explicação não encerrou os questionamentos.

Enquanto isso, Botafogo e Flamengo passaram a conversar sobre a possibilidade de adotar medidas conjuntas diante da entidade máxima do futebol. A intenção é avaliar se houve irregularidade na condução das negociações e quais mecanismos jurídicos podem ser utilizados.